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segunda-feira, 19 de março de 2012

E foi num dia 2 de Abril que me tornei a pessoa mais importante do mundo para ele...

Não quero ser chatinha e previsível e essas coisas e pôr-me aqui a falar do meu Pai como se não houvesse amanhã, do quanto gosto dele e do quanto agradecida estou por ele ter-me ajudado a ser a pessoa que sou hoje. Ele sabe isso. Mais do que qualquer outra pessoa no mundo.
Mas só vos digo isto: 
Amor de Pai é criar um diário desde o dia que nascemos até cerca dos nossos 8/ 10 anos, em que vai escrevendo vivências, experiências, sentimentos meus e de outros que junto de mim estavam.
Amor de Pai é resgatar-nos a memória dos dias pós-parto no enlevo com a figura materna.
Amor de Pai é escrever palavras duras e tristes quando pensava que me estava prestes a perder pouco menos de um mês de ter nascido; e escrever palavras de esperança e de amor quando eu melhorava no berço do hospital.
Amor de Pai é amar incondicionalmente uma filha que nunca pretendeu ter.


O amor de Filha é revisitar esse diário algumas vezes, e emocionar-me, entristecer-me e alegrar-me com aquela que fui e sou aos olhos do meu Pai: a melhor filha do mundo, mesmo sabendo que muitas vezes não o serei. 
E este é o maior dos amores, é sermos os melhores para determinada pessoa, mesmo sabendo nós que não o somos...

3 comentários:

  1. Só porque o amor paternal fez bem o seu papel ;)

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  2. Li. Muito bém , bém haja quem tem ainda pai

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