Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta mesmiquices. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mesmiquices. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 11 de setembro de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

Doenças mentais na blogosfera #1

Doença bipolar.
É o que mais se vê.
Ou se odeia. Ou se ama.

Não há o nhé, o meio-termo, ou nem carne nem peixe.
Só extremos muito extremados na maior parte das vezes, permitam-me a redundância.
E depois claro que isso leva ao corporativismo, à politiquice barata do partidarismo, ao insuflar de egos, ao insulto e elogio gratuitos. E a movimentos regressivos da infância em que "se és amigo dela e ela não gosta da outra, então também não podes gostar se não ela deixa de gostar de ti."
Cansa-me.
Crianças já eu lido com elas todos os dias. Mas nelas a bipolaridade é normativa.
E pronto, era só isto.

domingo, 8 de julho de 2012

Short Message Service #45

Está aberta oficialmente a época do pimbismo!
Pimba!

Lembrete



Não passar junto/ no corredor/ nas imediações de uma loja ADIDAS.
A última vez que lá me enfiei trouxe uns ténis e duas t-shirts
Mas namorei um anorak, uns calções e umas camisolas.
Ainda bem que acho a nike pirosa, ufa!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Damn it #15

Desde 2009 que me tornei mais ansiosa.
Ou melhor, acho que foi a partir de 2009 que se tornou mais difícil contornar a minha ansiedade.

Prefiro ainda especificar, controlar a minha ansiedade face a determinados assuntos (ok, assuntos de saúde relacionados com pessoas próximas, que felizmente e graças a Deus, não têm tido doenças tão graves que o justifiquem).
Não sei se foi o medo de, enquanto filha única, ter de vir a lidar com as doenças dos meus pais numa perspectiva sempre bi-focal (apoiar o que esteja doente e confortar o outro, sem tempo para eu própria chorar e lamber as feridas).
Não sei se foi tão somente o medo da perda, num movimento regressivo mas actualizado com o passar dos anos.
Não sei sequer se foi motivado por uma situação traumática. A tal, em 2009. 
Estava em vésperas de ir para Nova Iorque e o meu pai ia ter consulta de Endocrinologia no hospital onde há data eu trabalhava. Andava há anos a ser seguido por bócio multinodular. Na consulta anterior o médico pediu uma citologia aspirativa porque achou que já era altura, visto não fazer há anos. Como o habitual e de acordo com o médico responsável devido a uma anterior situação, eu antes uns dias confirmaria se o exame estaria acessível on line no processo electrónico. Se não estivesse, ligaria para remarcarmos para data em que os exames estivessem disponíveis. Era assim há anos. E, como habitualmente, naquela sexta feira de Janeiro confirmei que os relatórios estavam prontos, li o que não devia, sou leiga no assunto e tive um fim de semana de horror até me decidir a ligar na segunda-feira para o médico e falar com ele, que me tranquilizou falando que raramente aquele tipo de tumor seria maligno, mas que teria de haver cirurgia para retirar, obviamente. 
Apesar de leiga naquele tipo de tumor, a verdade é que eu sabia que o carcinoma da tiróide não é o mais grave de todos, tem bom prognóstico e boa hipótese de cura, uma vez que tinha trabalhado naquele serviço em particular uns anos antes e acompanhado pessoas com essas e outras patologias.
A isto acresce a pessoa meu pai, que não lida propriamente bem com assuntos de saúde/ doença.

A situação traumática foi eu ter lido e interpretado à minha maneira, mesmo sabendo previamente que o que eu interpretei não seria a situação mais grave do mundo.
O stress pós traumático é o que ainda hoje vivo com qualquer consulta, exame, ida ao médico, análises que os próximos façam (uma prima tem estado doente e sujeita a imensos exames, e eu andei ansiosa e em sobressalto). E mesmo quando não existe isso e alguém se queixa de uma borbulha na cara que seja.
Isto tira-me anos de vida. Mas principalmente tira-me o sossego em determinados momentos e vivo sobressaltada. E tal é um paradoxo numa pessoa que é naturalmente alegre.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Coisas que detesto #8

Pessoas sem memória e que a troco de maledicências, cusquices e "amizades instantâneas" se esquecem do passado.
Pessoas sem memória que esquecem quem esteve com elas naquelas alturas da vida piores, em que todos as ostracizavam a troco, lá está, de boatos maldosos proferidos por quem lhes era próximo.

Pessoas sem memória do seu próprio passado e percurso, que a troco de interesses mais ou menos elevados, trocam tintas e dão o dito pelo não dito.
Pessoas sem memória que dizem que vão fazer mares e fundos, dizer isto e aquilo, e no fim acovardam-se ao sabor de umas palavras doces.



No entanto, são estas pessoas sem memória que nos mostram o quão detestável é perder a nossa memória. Revelam-se para nós e a nós.
 Apesar de não gostar delas, ainda bem que existem, para nos actualizarem sempre o quanto temos de trabalhar diariamente para nos tornarmos melhores pessoas, pessoas com memórias, pessoas que não se vergam a boatos, a amizades de ocasião e a palavras doces. 
E porque nos concedem epifanias interessantes e ajudam-nos de alguma forma. Não a sermos cautelosos face aos nossos actos (sou da opinião que devemos nos manter igual quer as pessoas valham ou não a pena e tenham ou não relevância na nossa vida), mas porque nos devolvem a ideia de que os actos dos outros em relação a nós são importantes e podem, num dado momento, terem toda a importância, ajudando-nos a escamotear os defeitos que essas mesmas pessoas poderão a vir a ter no futuro para connosco ou com os outros.
Porque é bom termos memória nos momentos de aperto, mas principalmente é bom termos memória nos nossos melhores momentos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O que me faz sentir perigosamente a caminhar para idosa #3

Quando percebo que os jogadores da selecção italiana no Euro 2012 são todos já mais novos do que eu. 
Eles que eram sempre os "velhotes" disto das selecções.
Ou seja, já estou mais velha do que os "velhotes".
Porque é que já não jogou o Maldini, caramba?
(Acabei de googlar e ver que o Buffon é de 1978)

Enfim...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Olha para as estrelas, Portugal! :)



Matthew Brown tem outros vídeos. 
De outras terras. 
Mas este é sobre a nossa. 
Apesar da quase totalidade ser de Lisboa e arredores, vale a pena! O autor explica nos comentários do youtube que foi por falta de verba que não pôde deslocar-se a outros locais, pelo que tem o meu perdão.
E o meu agradecimento por uma vídeo tão interessante.
Mesmo com a música "Sarajevo" como pano de fundo.
Arte é isto. É a liberdade de escolher, compor, mostrar, como cada um se sente em determinado local/ estado/ situação.
Já disse que adorei?
Pois, adorei.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

No Euro 2012 #4

Pela primeira vez na minha vida torci pela selecção italiana.
Pela primeira vez numa final vou torcer para que Itália vença a competição.

Eu já festejei um falhanço do Baggio num penaltie numa final (EUA, 1994) que a Itália viria a perder, para gáudio meu.
Dizem que pode tardar, mas o sangue um dia clama.

Bisavô, finalmente sinto-me uma italiana vera. Pelo menos em parte. Ali na segunda costela flutuante. Mas está lá e agora acho difícil vir a sair.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Pets



Qualquer dia o homem traz-me mesmo um destes cá para casa. Sem apelo nem agravo.
Qualquer dia eu começo a achá-los giros. E ainda trago eu um para casa antes dele.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ele há dias...

... em que apetece GRITAR, olhar para as feridas com comiseração e sentirmo-nos tristes pelos momentos menos bons que passámos.Chamo- lhe os "dias calimero".
....e outros há em que apetece sorrir, agradecer, sentirmo-nos felizes pelos momentos bons que passámos. Chamo-lhes os "dias David".
Apesar de agora os "calimero" serem em menor número, cá andam a passear e encontram-nos ali num virar de esquina. Vindos do nada, por motivo algum (a não ser os de sempre, os mesmos dos dos "dias David"). Num dia como esses o David nem se faria à luta e maldiria Golias. Ainda bem que ele estava num "dia David".
Às vezes gostaria apenas de ter um "dia Cláudia" para saber realmente quem sou.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Dilemas de uma doméstica à força #4

E eis que está na hora de vestir o fato de Super-Fadadolar e não sei o que fazer para o almoço.
Se uns carapaus assados no forno com batatinha nova.
Se um risotto de alheira.

Para o que me havia de dar depois de velha #1

Aprender a desenhar.
Ver tutorials e mais tutorials a aprender como se desenha uma figura humana.
Querer sair para comprar caderno de desenho, lápis adequado e borracha.


Depois olho para os meus desenhos e percebo que é coisa para demorar ainda um bocadinho.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Prémios

Pela primeira vez na minha vida ganhei um prémio (quer-se dizer, não é bem verdade*, mas é para o texto ficar mais dramático).
No domingo lá fui até à Feira do Livro. Os Aliados estavam impraticáveis. Calor e mais calor, nem uma sombrinha "natural", a não ser dentro das barraquitas das editoras maiores (o que equivale ainda mais calor) e lá fui eu pirilampiando por ali à procura de clássicos, pechinchas e afins. Mr. Mesmico só se queixava do calor. Eu própria ia dizendo "temos de vir cá durante a semana e à noite", para evitar a multidão e o calor bafiento. Mas continuava na espreitadela. Até que acabei por comprar dois livros numa banca e, pasme-se!, soube que tinha ganho um prémio.
A coisa era mais ou menos um disco que tem de rolar por um mural abaixo e onde ele caísse, indicaria qual o novo livro que ia ganhar. Ena! Mais um livro! Apesar do jogo ser um bocado à la preço certo, aqui a menina lá agarrou no disco e nem olhou ("porque se quero um já sei que vai cair no do lado"), mandando à confiança.
E foi assim que trouxe esta maravilhosa obra que se chama "Sucesso made in China" com um subtítulo sugestivo como este "O que os gestores ocidentais podem aprender com os empreendedores chineses".


* em miúda, para aí no sétimo ano, venci um concurso na escola. A minha equipa foi submetida a criteriosas questões de geografia portuguesa e vencemos. Os prémios foram um saco de viagem fatela e umas canetas. Mas o que interessa é que vencemos!

sábado, 2 de junho de 2012

Short Message Service #43

Detesto, abomino, não suporto, dá-se-me comichões, revoltam-se-me as tripas, irrita-me (ok, já perceberam a cena, certo?) o Bryan Adams.
Era só isto.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

It's my day off


Hoje andei sempre com roupa de casa. Sempre. Um trapito que se julga vestido, azul, que serve para ir para a praia. E havaianas amarelas nos pés que fica mesmo a condizer!
Ontem tive um dia em cheio. Resolvi calçar umas sandalinhas novas que comprara no dia anterior. Rasinhas, mas lindas de morrer,com uns apliques dourados que lhe dão uma graça  descomunal. E pus vestido pela primeira vez este ano. Foi, resolvi pôr o pernil à mostra. E lá fui eu de vestido fresquinho preto, que com um vestido preto eu nunca me comprometo, e uns acessórios dourados para fazer pandant com a sandália. Apesar de rasos, o conjunto ficava interessante, clean e elegante. Mesmo com a perna ainda meio deslavada.
Mas (sim, há um mas!), a sandália era nova, o pé ainda anda a habituar-se ao calor e deve ter ficado feliz à laia de free willie e vai de se soltar. E era eu nas consultas a sentir o belíssimo aplique dourado a impedir as regueifas do pé de se soltarem, e a sentir aperto, e a comichão a chegar porque (esquecera-me!) a menina aqui não vai cá de pechisbeque e é fina só aceitando metais preciosos no contacto com a sua sensível pele. 
Não ia tirar a sandália que parecia mal, certo? Pois, mas teve de ser e por baixo da secretária ninguém vê. Isso correu bem enquanto eram só adolescentes e as suas crises existenciais, que ficam paradinhos na sua cadeira a partilhar a sua angústia identitária. Só que depois chega o terrorista M. E já não dá para ficar elegantemente alapada! Então, a moça aqui não vai de modas, vai descalça. M. olha para mim e, como é uma criança, pergunta: "Porque estás descalça?". E eu: "porque hoje vamos imaginar a nossa brincadeira na praia!" E lá me sentei confortavelmente no chão a brincar com o M. que se esqueceu que "estávamos" na praia e imaginou-se numa escola, mas também não ligou mais ao meu pé descalço e ferido.
Ainda podia dizer muita coisa acerca da minha viagem de ida e da minha viagem de volta a Felgueiras e a permanência lá na terra durante uma hora e meia, só com adultos. Mas é melhor ficar em aberto para exercitarem a vossa imaginação!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

10 coisas boas da minha "nova vida"

1. tenho tempo para resolver questões relacionadas com serviços públicos
2. tenho quase sempre a possibilidade de um ou outro "furo" ao meio da semana (nesta será amanhã)
3. poder não trabalhar ao fim-de-semana porque tenho os restantes cinco todos disponíveis
4. alinhar o meu próprio horário, apesar de algumas contingências externas que não controlo (a preferência por horários pós-laborais)
5. vou às compras durante a manhã quando os produtos são frescos, o povão é pouco e existe estacionamento para dar e vender
6. posso almoçar com amigos, nem que seja de fugida porque eles têm de voltar para o "emprego"
7. vem aí o verão e a praia de manhã tem pouca gente, evito as horas horribilis da exposição solar e não fico com o ar "amarelecido" que todos os anos tenho enquanto não faço pelo menos uma semana de férias de praia
8. como trabalho em vários locais, alguns fora do Porto, conheço novos sítios, novas pessoas, novas realidades... e novas estradas
9. não me preocupo com estatísticas, com redução de tempo de consulta ou com a mais provável inviabilização de um sem número de projectos porque ninguém me coarcta o trabalho e a realização
10. posso dormir um pouco mais de manhã :)