NY, Fevereiro de 2010
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
As mulheres de 30 anos
Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem temmuitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprendere acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas as duas há adistância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza.A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nadapode satisfazer.
Aos 12 anos li "A Mulher de 30 anos" de Balzac.
Era ainda uma criança, bem sei. Mas o livro estava ali e eu estava nas férias grandes e não tinha nada que fazer e tinha acabado "A Dama das Camélias" do Dumas.
Mais tarde, já crescidinha, reli a obra.
Mas as memórias que tenho do livro são da perplexidade com que li naquele Verão de 1987. E de ter pensado como é que pode haver atractivos nas "velhas" trintonas como mamãe. Sabia lá eu da vida...
quarta-feira, 28 de março de 2012
Post Nostalgia #9
terça-feira, 27 de março de 2012
Post nostalgia #8
"Fiquei feliz porque ontem não choveu e pude levar a minha roupa nova para a escola. Senti-me logo mais bonita. E não fosse o parvalhão do J. ainda me tinha sentido mais bonita. O parvo a dizer que que a camisola tinha uma manga mais comprida do que a outra. Ou então que eu era aleijadinha e tinha um braço mais comprido. Porque é que os rapazes são tão idiotas?"
6 de Maio de 1987
6 de Maio de 1987
domingo, 25 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Post nostalgia #5
"Penso muitas vezes no futuro. Não naquele imediato do que vou fazer no dia a seguir, ou mesmo qual a faculdade para a qual irei para o ano. Mas daquele lá mais longínquo. Não sei bem porquê. Como se se conseguisse saber quem serei no futuro pudesse ainda mudar o presente.
Daqui a 20 anos como estarei? Onde estarei? Que profissão terei? Tudo perguntas sem resposta agora. Será que estas questões perdurarão 20 anos e quando olhar para elas vou responder a cada uma delas?"
20 de Março de 1992
Daqui a 20 anos como estarei? Onde estarei? Que profissão terei? Tudo perguntas sem resposta agora. Será que estas questões perdurarão 20 anos e quando olhar para elas vou responder a cada uma delas?"
20 de Março de 1992
segunda-feira, 5 de março de 2012
Quando era miúda queria... #2
... ter cabelo comprido. E liso.
Agora apanho-me algumas vezes com saudades dos meus caracóis bem formados.
Agora apanho-me algumas vezes com saudades dos meus caracóis bem formados.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Post nostalgia #4
Hoje de manhã ao ver o facebook encontrei uma "declaração de amor" de uma pessoa muito especial. Uma declaração de amor à família, aos entes queridos que partem e nos deixam coisas boas e que continuam a iluminar as nossas vidas através das suas memórias, do que deixaram dentro de nós na nossa personalidade, no nosso sorriso, no nosso choro, no que somos.
Felizmente não perdi muitos entes queridos ao longo da minha vida. Pelo menos daqueles muito próximos. A perda há sete anos de uma tia materna e de um primo, filho dessa tia, foi um choque para a família. Para mim. Para a minha mãe, que perdeu a sua irmã mais velha, a sua segunda mãe.
Os meus avós maternos não conheci e estão dentro de mim através do que a minha mãe é e das suas próprias memórias emocionadas quando fala deles. Perdeu a mãe com 15 anos. O pai morreu dois meses antes de eu nascer. Momentos difíceis. Nunca conheci bisavós deste lado da família.
Do lado paterno ainda tenho avó, bem velhinha já. E envelheceu em dois anos. Assim, de repente. Olho para ela e vejo a apagar-se. No entanto, pela personalidade, pelo que foi, pelo que deu aos outros, não é aquela pessoa que marca a família. Pelo menos não da forma mais positiva. Mas reconheço-lhe contudo características boas. Que me deixam vaidosa. Mulher forte, não se deixava abalar. Em momentos de crise punha a mão na anca e levava tudo à sua frente. Numa semana perdeu mãe e marido. Difícil. Muito. Nem quero imaginar. Forte. Mas pobre de afectos... filha de uma bisavó afectiva. Há coisas que não se percebem. Lembro pouco dessa bisavó.
Depois há o avô paterno. Tinha 5 anos quando ele morreu mas as memórias ficam para a vida. As memórias que tenho dele. As memórias que o meu pai, filho, vai perpetuando em mim. As memórias que a minha mãe vai perpetuando em mim (amava o sogro como a um pai, tenho a certeza disso). E os meus tios. Diria que o meu avô ainda hoje faz parte das nossas vidas. Dos filhos e dos netos. É um marco na nossa vida. Mesmo da neta que quando ele morreu tinha dois anos. Depois da morte dele não nasceram mais netos. Conheceu-os a todos. Eu fui a primeira rapariga, menina dos olhos dele. Lembro-me dele apoiada em fotos, em testemunhos de outrém, em memórias difusas dele com um riso malandro e peculiar a dar-me sugos e eu a agarrar-me às pernas dele (chiça, ainda me emociono a lembrar e a escrever isto). Entre a família ele é inatingível. Ele e a sua mãe, a "avó velhinha" de quem bem me lembro e que sobreviveu dois anos ao filho e isso terá sido demais para ela. São aquelas duas pessoas especiais porque são transversais às memórias de todos. Filhos e netos.
Ocorre-me muitas vezes o que teria acontecido se vivesse mais anos. E tenho medo do que penso. Tenho medo de pensar que quando as pessoas morrem na nossa idade da inocência são sempre boas. Cristalizamos ali nas nossas memórias delas. Depois lembro-me do que o meu pai e tios falam acerca do pai e sossego.E sinto falta. Muita. Daquele avô, o meu "bu Zé". E dou por mim a pensar que ele tinha tanto amor para dar que o coração dele não aguentou.
Felizmente não perdi muitos entes queridos ao longo da minha vida. Pelo menos daqueles muito próximos. A perda há sete anos de uma tia materna e de um primo, filho dessa tia, foi um choque para a família. Para mim. Para a minha mãe, que perdeu a sua irmã mais velha, a sua segunda mãe.
Os meus avós maternos não conheci e estão dentro de mim através do que a minha mãe é e das suas próprias memórias emocionadas quando fala deles. Perdeu a mãe com 15 anos. O pai morreu dois meses antes de eu nascer. Momentos difíceis. Nunca conheci bisavós deste lado da família.
Do lado paterno ainda tenho avó, bem velhinha já. E envelheceu em dois anos. Assim, de repente. Olho para ela e vejo a apagar-se. No entanto, pela personalidade, pelo que foi, pelo que deu aos outros, não é aquela pessoa que marca a família. Pelo menos não da forma mais positiva. Mas reconheço-lhe contudo características boas. Que me deixam vaidosa. Mulher forte, não se deixava abalar. Em momentos de crise punha a mão na anca e levava tudo à sua frente. Numa semana perdeu mãe e marido. Difícil. Muito. Nem quero imaginar. Forte. Mas pobre de afectos... filha de uma bisavó afectiva. Há coisas que não se percebem. Lembro pouco dessa bisavó.
Depois há o avô paterno. Tinha 5 anos quando ele morreu mas as memórias ficam para a vida. As memórias que tenho dele. As memórias que o meu pai, filho, vai perpetuando em mim. As memórias que a minha mãe vai perpetuando em mim (amava o sogro como a um pai, tenho a certeza disso). E os meus tios. Diria que o meu avô ainda hoje faz parte das nossas vidas. Dos filhos e dos netos. É um marco na nossa vida. Mesmo da neta que quando ele morreu tinha dois anos. Depois da morte dele não nasceram mais netos. Conheceu-os a todos. Eu fui a primeira rapariga, menina dos olhos dele. Lembro-me dele apoiada em fotos, em testemunhos de outrém, em memórias difusas dele com um riso malandro e peculiar a dar-me sugos e eu a agarrar-me às pernas dele (chiça, ainda me emociono a lembrar e a escrever isto). Entre a família ele é inatingível. Ele e a sua mãe, a "avó velhinha" de quem bem me lembro e que sobreviveu dois anos ao filho e isso terá sido demais para ela. São aquelas duas pessoas especiais porque são transversais às memórias de todos. Filhos e netos.
Ocorre-me muitas vezes o que teria acontecido se vivesse mais anos. E tenho medo do que penso. Tenho medo de pensar que quando as pessoas morrem na nossa idade da inocência são sempre boas. Cristalizamos ali nas nossas memórias delas. Depois lembro-me do que o meu pai e tios falam acerca do pai e sossego.E sinto falta. Muita. Daquele avô, o meu "bu Zé". E dou por mim a pensar que ele tinha tanto amor para dar que o coração dele não aguentou.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
A vida fez por mim o que eu devia ter feito há muito.
Quando leio isto.
Ou então este aqui.
Também este.
E quando me lembro de coisas como esta.
Entre tantas outras...
Pergunto-me: porque é que EU é que me pus a jeito de ficar nesta situação agora (à espera da resposta que não vem) e não bati com a porta e não mandei aquele sítio à merda? (eu sei, porque apesar do covil de cobras, da falta de respeito constante pelo meu trabalho, eu gostava do que fazia dentro do gabinete, com os miúdos, via resultados, ajudava verdadeiramente os médicos a perceberem o caso, via-os a melhorar, melhorava também eu como pessoa)
E também, quando lembro/ leio estas coisas penso: nunca consegui ser feliz naquele sítio, por isso, esta talvez tenha sido uma dádiva da vida para mim, para mudar o que eu nunca gostei/ aguentei.
E então sorrio e tenho esperança no futuro.
Ou então este aqui.
Também este.
E quando me lembro de coisas como esta.
Entre tantas outras...
Pergunto-me: porque é que EU é que me pus a jeito de ficar nesta situação agora (à espera da resposta que não vem) e não bati com a porta e não mandei aquele sítio à merda? (eu sei, porque apesar do covil de cobras, da falta de respeito constante pelo meu trabalho, eu gostava do que fazia dentro do gabinete, com os miúdos, via resultados, ajudava verdadeiramente os médicos a perceberem o caso, via-os a melhorar, melhorava também eu como pessoa)
E também, quando lembro/ leio estas coisas penso: nunca consegui ser feliz naquele sítio, por isso, esta talvez tenha sido uma dádiva da vida para mim, para mudar o que eu nunca gostei/ aguentei.
E então sorrio e tenho esperança no futuro.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Oh shit! #1
Véspera do Dia dos Namorados, há uns anos largos atrás.
Eu: Então amanhã sempre vou ter a tua casa, encomendamos pizza e vemos a Bridget Jones? ehehe... Ou então vamos a um restaurante e fazemos de conta que somos um casal de lésbicas, só para chocar!
X: ...
Eu: Sim, estás aí?
X: Estou.
Eu: E então?
X: Lembras-te da sms que te mandei sábado de madrugada a dizer que tinha uma novidade para te contar?
Eu: Ah sim, então?
X: Já tenho namorado com quem passar o dia.
Eu: Então amanhã sempre vou ter a tua casa, encomendamos pizza e vemos a Bridget Jones? ehehe... Ou então vamos a um restaurante e fazemos de conta que somos um casal de lésbicas, só para chocar!
X: ...
Eu: Sim, estás aí?
X: Estou.
Eu: E então?
X: Lembras-te da sms que te mandei sábado de madrugada a dizer que tinha uma novidade para te contar?
Eu: Ah sim, então?
X: Já tenho namorado com quem passar o dia.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Trabalhos manuais
Quem se lembra da existência de uma disciplina com este nome ponha o dedo no ar!
Pois bem, sou desse tempo.
Era uma nulidade, um zero à esquerda, um cromo das manualidades. Ao ponto de me pedirem para fazer num pedaço de madeira uma forma de maçã e aqui a habilidosa ter deixado o seu espírito livre fluir e sair daquilo uma pêra mal amanhada, talvez traçada de pepino. Ou seja, a promiscuidade vegetal.
O que penava naquelas aulas. Acho que por vezes até me doía a barriga. E pintar um azulejo? Acho que a minha mãe ficou verdadeiramente feliz quando há uns poucos anos a Matilde (a gata lá de casa dos papis) num acesso de brincadeira agitada, mandou um azulejo que pintei numa dessas aulas ao chão (ele que já estava guardado numa zona escondida da lavandaria, a servir de base para qualquer coisa) e o escaquilhou (não sei se existe a palavra, mas simpatizo com a dita!).
Foi assim adolescência afora. E querem saber o quanto eu sofri? Pois sofri. Bastante. Eu que trazia dentro de mim o sonho escondido de ser arquitecta. Ou trabalhar em algum ramo artístico. E depois olhava para estas mãozinhas que Deus me deu e pensava: "não vais a lado nenhum Mesmica! Com esses nicos torpes não vais a lado nenhum."
Olhando para trás acho que o meu problema era mesmo de motricidade fina. Tirando a escrita estas mãozinhas não faziam mais nada de jeito!!
Até que há uns anos aprendi o ponto de cruz e o fazia muito bem. Ok, fiz uma coisa, complicadita diga-se, que demorou anos (mais por falta de rotina de trabalho), mas fi-la e ficou perfeitinha e está orgulhosamente exposto no meu antigo quarto em casa dos papis. Esta emoldurou-se e pendurou-se num sítio de exposição e não foi confinada à lavandaria!
E agora (agora, agora não, que já o faço há muito) cozinho. E não posso dizer que cozinho mal (os doces ainda são complicados, mas lá chegarei!). Também me safo bem a cozer botões e pregadeiras, por exemplo. E tenho aprendido a fazer embrulhos lindamente!
Estas mãozinhas sempre servem para algo de útil na minha vida. E sinto-me vingada pelas pautas cheias de 5's e os mete-nojos dos professores de trabalhos manuais e educação física a darem 3's "por favor, para não manchar a pauta com negativas".
Como tal, EMBRULHEM!!!
Pois bem, sou desse tempo.
Era uma nulidade, um zero à esquerda, um cromo das manualidades. Ao ponto de me pedirem para fazer num pedaço de madeira uma forma de maçã e aqui a habilidosa ter deixado o seu espírito livre fluir e sair daquilo uma pêra mal amanhada, talvez traçada de pepino. Ou seja, a promiscuidade vegetal.
O que penava naquelas aulas. Acho que por vezes até me doía a barriga. E pintar um azulejo? Acho que a minha mãe ficou verdadeiramente feliz quando há uns poucos anos a Matilde (a gata lá de casa dos papis) num acesso de brincadeira agitada, mandou um azulejo que pintei numa dessas aulas ao chão (ele que já estava guardado numa zona escondida da lavandaria, a servir de base para qualquer coisa) e o escaquilhou (não sei se existe a palavra, mas simpatizo com a dita!).
Foi assim adolescência afora. E querem saber o quanto eu sofri? Pois sofri. Bastante. Eu que trazia dentro de mim o sonho escondido de ser arquitecta. Ou trabalhar em algum ramo artístico. E depois olhava para estas mãozinhas que Deus me deu e pensava: "não vais a lado nenhum Mesmica! Com esses nicos torpes não vais a lado nenhum."
Olhando para trás acho que o meu problema era mesmo de motricidade fina. Tirando a escrita estas mãozinhas não faziam mais nada de jeito!!
Até que há uns anos aprendi o ponto de cruz e o fazia muito bem. Ok, fiz uma coisa, complicadita diga-se, que demorou anos (mais por falta de rotina de trabalho), mas fi-la e ficou perfeitinha e está orgulhosamente exposto no meu antigo quarto em casa dos papis. Esta emoldurou-se e pendurou-se num sítio de exposição e não foi confinada à lavandaria!
E agora (agora, agora não, que já o faço há muito) cozinho. E não posso dizer que cozinho mal (os doces ainda são complicados, mas lá chegarei!). Também me safo bem a cozer botões e pregadeiras, por exemplo. E tenho aprendido a fazer embrulhos lindamente!
Estas mãozinhas sempre servem para algo de útil na minha vida. E sinto-me vingada pelas pautas cheias de 5's e os mete-nojos dos professores de trabalhos manuais e educação física a darem 3's "por favor, para não manchar a pauta com negativas".
Como tal, EMBRULHEM!!!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
As "cabras" dão-nos experiência
Há pessoas que logo à primeira impressão não nos caem propriamente em graça. Nem percebemos porquê e se analisarmos melhor até não encontramos, de facto, qualquer razão válida para essa... digamos, "má impressão".
Nestas circunstâncias temos dois caminhos a escolher: ficamos por ali, pela má impressão e viramos costas; ou então tentamos conhecer melhor a peça ora porque queremos a confirmação mórbida da nossa intuição inicial, ora porque não nos queremos ligar a essas mariquices das intuições e sextos sentidos ou o caraças mais velho.
Com a idade, para além da gravidade das peles e das mamas, das rugas, das brancas, também costuma vir alguma sabedoria. Não a todos, porque às vezes cola-se-lhes logo uma demência e pimba!
A sabedoria mais não é do que o balanço das experiências prévias, transformadas numa soma em balança de prós e contras,sendo que o prato que está mais baixo indica-nos o que (não) devemos fazer. Claro que existe um manancial de variáveis parasitas nesta equação (tipo uma experiência pode ser mais ou menos dolorosa dependendo do afecto envolvido, do tempo ao qual estivemos expostos a ela, etc), mas como me estou a lixar para a estatística, simplifiquemos a coisa nessa balança.
Adiante: olhando para trás, duas das pessoas que considerei, em tempos, "melhores amigas" entraram na minha vida causando-me má impressão. Por motivos diferentes e porque são totalmente distintas uma da outra. Agora, não são melhores amigas e, basicamente, fizeram-me a vida negra há uns anos (também por motivos diferentes, lá está!).
O que posso analisar dessa experiência? Numa análise simplista: "devia ter confiado na minha primeira impressão, as tipas não prestavam e eu sempre soube, lá no íntimo, que um dia iam-me tramar". Na altura da desilusão é mesmo isso que pensámos. O que é errado. Faz-nos sentir umas grandessíssimas de umas bestas quadradas! "Se eu sabia desde o início, tive culpa porque me expus a isto!".
Melhor pensar que as tipas são mesmo umas Mata-Hari do mal, que percebem a nossa desconfiança inicial e tentam alterar a nossa forma de pensar, num jogo de sedução da amizade, tudo caso pensado claro!, manipulando a situação e fingindo-se o que não são para, em altura apropriada, tudo previamente elaborado e planeado, obviamente!, darem a estocada final ao serviço da sua maldade. As cabras!
Actualmente já não vou nessas conversas. Porque cada vez me apetece menos conhecer "a fundo" pessoas (muito complicadas). Porque se não gosto, descarto porque não tenho paciência. Porque se não gosto e insistem, aprendi a fazer a minha cara mais cínica e irónica do mundo, com uma filhadaputice marcada, e acabam por me deixar em paz.
A minha sorte é que tenho conhecido mais pessoas com quem vou com a cara à primeira, nos últimos tempos.
A minha sorte também é que as pessoas que conheci que não me causaram de imediato empatia mas que fui investindo nessa amizade, apareceram-me há muitos anos e desse grupo, duas são das minhas melhores amigas ainda hoje. Anulam as outras duas, logo: vida, estamos quites!
Serve este grande relambório para dizer que o que conta é experimentar. De tudo. Para depois sermos sábios. Esta é a moral desta história. Experimentem para a frente, iludam-se e desiludam-se. Vivam para aí. Para quando chegarem à minha idade já poderem definir o que querem e não querem pelo menos em algumas parcelas da vossa vida!
Nestas circunstâncias temos dois caminhos a escolher: ficamos por ali, pela má impressão e viramos costas; ou então tentamos conhecer melhor a peça ora porque queremos a confirmação mórbida da nossa intuição inicial, ora porque não nos queremos ligar a essas mariquices das intuições e sextos sentidos ou o caraças mais velho.
Com a idade, para além da gravidade das peles e das mamas, das rugas, das brancas, também costuma vir alguma sabedoria. Não a todos, porque às vezes cola-se-lhes logo uma demência e pimba!
A sabedoria mais não é do que o balanço das experiências prévias, transformadas numa soma em balança de prós e contras,sendo que o prato que está mais baixo indica-nos o que (não) devemos fazer. Claro que existe um manancial de variáveis parasitas nesta equação (tipo uma experiência pode ser mais ou menos dolorosa dependendo do afecto envolvido, do tempo ao qual estivemos expostos a ela, etc), mas como me estou a lixar para a estatística, simplifiquemos a coisa nessa balança.
Adiante: olhando para trás, duas das pessoas que considerei, em tempos, "melhores amigas" entraram na minha vida causando-me má impressão. Por motivos diferentes e porque são totalmente distintas uma da outra. Agora, não são melhores amigas e, basicamente, fizeram-me a vida negra há uns anos (também por motivos diferentes, lá está!).
O que posso analisar dessa experiência? Numa análise simplista: "devia ter confiado na minha primeira impressão, as tipas não prestavam e eu sempre soube, lá no íntimo, que um dia iam-me tramar". Na altura da desilusão é mesmo isso que pensámos. O que é errado. Faz-nos sentir umas grandessíssimas de umas bestas quadradas! "Se eu sabia desde o início, tive culpa porque me expus a isto!".
Melhor pensar que as tipas são mesmo umas Mata-Hari do mal, que percebem a nossa desconfiança inicial e tentam alterar a nossa forma de pensar, num jogo de sedução da amizade, tudo caso pensado claro!, manipulando a situação e fingindo-se o que não são para, em altura apropriada, tudo previamente elaborado e planeado, obviamente!, darem a estocada final ao serviço da sua maldade. As cabras!
Actualmente já não vou nessas conversas. Porque cada vez me apetece menos conhecer "a fundo" pessoas (muito complicadas). Porque se não gosto, descarto porque não tenho paciência. Porque se não gosto e insistem, aprendi a fazer a minha cara mais cínica e irónica do mundo, com uma filhadaputice marcada, e acabam por me deixar em paz.
A minha sorte é que tenho conhecido mais pessoas com quem vou com a cara à primeira, nos últimos tempos.
A minha sorte também é que as pessoas que conheci que não me causaram de imediato empatia mas que fui investindo nessa amizade, apareceram-me há muitos anos e desse grupo, duas são das minhas melhores amigas ainda hoje. Anulam as outras duas, logo: vida, estamos quites!
Serve este grande relambório para dizer que o que conta é experimentar. De tudo. Para depois sermos sábios. Esta é a moral desta história. Experimentem para a frente, iludam-se e desiludam-se. Vivam para aí. Para quando chegarem à minha idade já poderem definir o que querem e não querem pelo menos em algumas parcelas da vossa vida!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Post nostalgia #1
Fragmentos XX

Às vezes sinto que a minha vida é assim: LABIRÍNTICA!
Entro por um caminho, ando a dar voltas e quero chegar ao fim. Mas vou-me deparando sempre com obstáculos aqui e ali. Muitas vezes são mais imaginários do que reais... São mais moínhos do que gigantes, mas eu teimo em ver os gigantes!
E depois sinto que vale a pena dar essas voltas, porque no fim do caminho até posso ter um prémio, como por exemplo.... um BEM-ME-QUER!
18 de Maio de 2005
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
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