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terça-feira, 11 de setembro de 2012
A voz às crianças #10
M. (sexo masculino, 7 anos): hoje disse à minha mãe que queria vir cá até para aí ao nono ano. Depois já nao devo poder porque a minha namorada é capaz de nao achar piada!
terça-feira, 12 de junho de 2012
A voz às crianças #9
(no átrio de um estabelecimento de saúde)
F.: e agora já vais embora?
Eu: sim, vou.
F.: vais jantar?
Eu: pois.
F.: então anda jantar a minha casa. A comida lá hoje é boa porque é o papá que vai fazer. (depois chegando-se a mim e puxando-me para baixo para sussurrar ao meu ouvido) Hoje estamos safos, é um bom dia para ires comer a minha casa!
F., 7 anos
Sexo Masculino
quinta-feira, 31 de maio de 2012
It's my day off
Hoje andei sempre com roupa de casa. Sempre. Um trapito que se julga vestido, azul, que serve para ir para a praia. E havaianas amarelas nos pés que fica mesmo a condizer!
Ontem tive um dia em cheio. Resolvi calçar umas sandalinhas novas que comprara no dia anterior. Rasinhas, mas lindas de morrer,com uns apliques dourados que lhe dão uma graça descomunal. E pus vestido pela primeira vez este ano. Foi, resolvi pôr o pernil à mostra. E lá fui eu de vestido fresquinho preto, que com um vestido preto eu nunca me comprometo, e uns acessórios dourados para fazer pandant com a sandália. Apesar de rasos, o conjunto ficava interessante, clean e elegante. Mesmo com a perna ainda meio deslavada.
Mas (sim, há um mas!), a sandália era nova, o pé ainda anda a habituar-se ao calor e deve ter ficado feliz à laia de free willie e vai de se soltar. E era eu nas consultas a sentir o belíssimo aplique dourado a impedir as regueifas do pé de se soltarem, e a sentir aperto, e a comichão a chegar porque (esquecera-me!) a menina aqui não vai cá de pechisbeque e é fina só aceitando metais preciosos no contacto com a sua sensível pele.
Não ia tirar a sandália que parecia mal, certo? Pois, mas teve de ser e por baixo da secretária ninguém vê. Isso correu bem enquanto eram só adolescentes e as suas crises existenciais, que ficam paradinhos na sua cadeira a partilhar a sua angústia identitária. Só que depois chega o terrorista M. E já não dá para ficar elegantemente alapada! Então, a moça aqui não vai de modas, vai descalça. M. olha para mim e, como é uma criança, pergunta: "Porque estás descalça?". E eu: "porque hoje vamos imaginar a nossa brincadeira na praia!" E lá me sentei confortavelmente no chão a brincar com o M. que se esqueceu que "estávamos" na praia e imaginou-se numa escola, mas também não ligou mais ao meu pé descalço e ferido.
Ainda podia dizer muita coisa acerca da minha viagem de ida e da minha viagem de volta a Felgueiras e a permanência lá na terra durante uma hora e meia, só com adultos. Mas é melhor ficar em aberto para exercitarem a vossa imaginação!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
A voz às crianças #8
(...)
Eu: e o que é isso de ser uma psicóloga?
M.: é para ajudar os meninos que se portam mal.
Eu: Humm... Ai sim? E o que é isso de portar mal, explica-me lá...
M.: .../pensativo/... isso já tens de perguntar à mamã...
Eu: E tu não sabes responder-me?
M.: Não. Pergunta-lhe que ela sabe... ainda hoje estava a falar com a minha professora sobre isso de eu portar-me mal.
M., sexo masculino
7 anos
terça-feira, 8 de maio de 2012
A voz às crianças #7
R: C., posso dizer tudo o que eu quiser?
Eu: Podes.
R: Até mentir?
Eu: Sim, até mentir.
R: [sorriso largo que se vai desvanecendo] Ó... assim não tem piada... [algum tempo a pensar]... vou ter que dizer sempre a verdade então.
R.
Sexo Masculino
8 anos
Eu: Podes.
R: Até mentir?
Eu: Sim, até mentir.
R: [sorriso largo que se vai desvanecendo] Ó... assim não tem piada... [algum tempo a pensar]... vou ter que dizer sempre a verdade então.
R.
Sexo Masculino
8 anos
sexta-feira, 27 de abril de 2012
A voz às crianças #6
B: Não quero vir mais cá.
Eu: Então?
B: não quero, não gosto de ti.
Eu: Eu gosto de ti e quero que voltes.
B: Mas eu não volto.
Eu: Estás com medo que eu não esteja cá para a semana como a semana passada, não é?
B:... (olha-me com os olhos muito arregalados)... não é nada disso, cala-te! (olhos molhados)
Eu: Ficaste triste por não ter estado cá e ficaste a pensar que já não gostava de ti.
B (põe mão nos ouvidos e começa a cantarolar alto)
Eu: E então vamos aproveitar hoje? Que vamos fazer?
Algum tempo em silêncio.
B: Quero fazer um desenho. Para te dar. Para te lembrares sempre de mim quando eu não estou.
(Desenho: uma "mãe" e uma menina a passearem num parque, de mãos dadas)
Eu: Então?
B: não quero, não gosto de ti.
Eu: Eu gosto de ti e quero que voltes.
B: Mas eu não volto.
Eu: Estás com medo que eu não esteja cá para a semana como a semana passada, não é?
B:... (olha-me com os olhos muito arregalados)... não é nada disso, cala-te! (olhos molhados)
Eu: Ficaste triste por não ter estado cá e ficaste a pensar que já não gostava de ti.
B (põe mão nos ouvidos e começa a cantarolar alto)
Eu: E então vamos aproveitar hoje? Que vamos fazer?
Algum tempo em silêncio.
B: Quero fazer um desenho. Para te dar. Para te lembrares sempre de mim quando eu não estou.
(Desenho: uma "mãe" e uma menina a passearem num parque, de mãos dadas)
quinta-feira, 29 de março de 2012
A voz às crianças #5
H.: Porque é que hoje passaste o cabelo a ferro?
Eu: Não passei a ferro, estiquei.
H.: Porquê?
Eu: Para ser diferente.
H.: Não faças mais isso, sim?
Eu: Hummm... Porquê?
H.: Porque eu tenho que me habituar a que sejas tu sem caracóis e depois não podemos logo começar a brincar!
H.
Sexo Feminino
8 anos
Cognome: H, a Pragmática (e não, não é sequer do espectro do autismo!)
Eu: Não passei a ferro, estiquei.
H.: Porquê?
Eu: Para ser diferente.
H.: Não faças mais isso, sim?
Eu: Hummm... Porquê?
H.: Porque eu tenho que me habituar a que sejas tu sem caracóis e depois não podemos logo começar a brincar!
H.
Sexo Feminino
8 anos
Cognome: H, a Pragmática (e não, não é sequer do espectro do autismo!)
terça-feira, 20 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
A voz às crianças #4
F.: quando eras pequena querias ser assim?
Eu: assim como?
F.: assim como tu és agora!... vestires-te assim com saltos altos "à mãe" e com as unhas pintadas, e depois teres que te sentares no chão a brincar comigo
F.
Sexo masculino
8 anos e meio
Cognome: F., o astuto
Eu: assim como?
F.: assim como tu és agora!... vestires-te assim com saltos altos "à mãe" e com as unhas pintadas, e depois teres que te sentares no chão a brincar comigo
F.
Sexo masculino
8 anos e meio
Cognome: F., o astuto
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A voz às crianças #2
B: Já sei! Vamos procurar uma coisa! (vai remexendo na caixa de brinquedos do consultório)
Eu: O que vamos procurar?
B: Ainda não sei. Mas vamos procurar!
Eu: Hummm... Ok.
(Remexemos ambas na caixa e nos brinquedos)
B: Sabes porque vamos procurar? Porque é bom quando encontramos alguma coisa...
B.
Sexo Feminino
7 anos
Cognome: 1. B, a Exploradora
2. B, a (futura) Psicóloga*
*ou como uma criança interfere directamente com a interpretação que se seguia na psicoterapia
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A voz às crianças #1
"Tia L., a M. gosta de tudo... de tudo o que a tia gosta... e da tia."
Dá-me um beijinho e uma festinha na cara.
Continua:
"Agora dá chá que a M. gosta... e queijo... e esse bolo.""
M., sexo feminino, 2 anos e 1 mês.
Cognome: M, a Sedutora.
Dá-me um beijinho e uma festinha na cara.
Continua:
"Agora dá chá que a M. gosta... e queijo... e esse bolo.""
M., sexo feminino, 2 anos e 1 mês.
Cognome: M, a Sedutora.
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