Acabei de pagar 17, 60 por dois bilhetes de cinema.
Sim, o filme era 3D.
E sim, levámos os óculos de casa.
Estou em choque!
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Damn it #15
Desde 2009 que me tornei mais ansiosa.
Ou melhor, acho que foi a partir de 2009 que se tornou mais difícil contornar a minha ansiedade.
Prefiro ainda especificar, controlar a minha ansiedade face a determinados assuntos (ok, assuntos de saúde relacionados com pessoas próximas, que felizmente e graças a Deus, não têm tido doenças tão graves que o justifiquem).
Não sei se foi o medo de, enquanto filha única, ter de vir a lidar com as doenças dos meus pais numa perspectiva sempre bi-focal (apoiar o que esteja doente e confortar o outro, sem tempo para eu própria chorar e lamber as feridas).
Não sei se foi tão somente o medo da perda, num movimento regressivo mas actualizado com o passar dos anos.
Não sei sequer se foi motivado por uma situação traumática. A tal, em 2009.
Estava em vésperas de ir para Nova Iorque e o meu pai ia ter consulta de Endocrinologia no hospital onde há data eu trabalhava. Andava há anos a ser seguido por bócio multinodular. Na consulta anterior o médico pediu uma citologia aspirativa porque achou que já era altura, visto não fazer há anos. Como o habitual e de acordo com o médico responsável devido a uma anterior situação, eu antes uns dias confirmaria se o exame estaria acessível on line no processo electrónico. Se não estivesse, ligaria para remarcarmos para data em que os exames estivessem disponíveis. Era assim há anos. E, como habitualmente, naquela sexta feira de Janeiro confirmei que os relatórios estavam prontos, li o que não devia, sou leiga no assunto e tive um fim de semana de horror até me decidir a ligar na segunda-feira para o médico e falar com ele, que me tranquilizou falando que raramente aquele tipo de tumor seria maligno, mas que teria de haver cirurgia para retirar, obviamente.
Apesar de leiga naquele tipo de tumor, a verdade é que eu sabia que o carcinoma da tiróide não é o mais grave de todos, tem bom prognóstico e boa hipótese de cura, uma vez que tinha trabalhado naquele serviço em particular uns anos antes e acompanhado pessoas com essas e outras patologias.
A isto acresce a pessoa meu pai, que não lida propriamente bem com assuntos de saúde/ doença.
A situação traumática foi eu ter lido e interpretado à minha maneira, mesmo sabendo previamente que o que eu interpretei não seria a situação mais grave do mundo.
O stress pós traumático é o que ainda hoje vivo com qualquer consulta, exame, ida ao médico, análises que os próximos façam (uma prima tem estado doente e sujeita a imensos exames, e eu andei ansiosa e em sobressalto). E mesmo quando não existe isso e alguém se queixa de uma borbulha na cara que seja.
Isto tira-me anos de vida. Mas principalmente tira-me o sossego em determinados momentos e vivo sobressaltada. E tal é um paradoxo numa pessoa que é naturalmente alegre.
Ou melhor, acho que foi a partir de 2009 que se tornou mais difícil contornar a minha ansiedade.
Prefiro ainda especificar, controlar a minha ansiedade face a determinados assuntos (ok, assuntos de saúde relacionados com pessoas próximas, que felizmente e graças a Deus, não têm tido doenças tão graves que o justifiquem).
Não sei se foi o medo de, enquanto filha única, ter de vir a lidar com as doenças dos meus pais numa perspectiva sempre bi-focal (apoiar o que esteja doente e confortar o outro, sem tempo para eu própria chorar e lamber as feridas).
Não sei se foi tão somente o medo da perda, num movimento regressivo mas actualizado com o passar dos anos.
Não sei sequer se foi motivado por uma situação traumática. A tal, em 2009.
Estava em vésperas de ir para Nova Iorque e o meu pai ia ter consulta de Endocrinologia no hospital onde há data eu trabalhava. Andava há anos a ser seguido por bócio multinodular. Na consulta anterior o médico pediu uma citologia aspirativa porque achou que já era altura, visto não fazer há anos. Como o habitual e de acordo com o médico responsável devido a uma anterior situação, eu antes uns dias confirmaria se o exame estaria acessível on line no processo electrónico. Se não estivesse, ligaria para remarcarmos para data em que os exames estivessem disponíveis. Era assim há anos. E, como habitualmente, naquela sexta feira de Janeiro confirmei que os relatórios estavam prontos, li o que não devia, sou leiga no assunto e tive um fim de semana de horror até me decidir a ligar na segunda-feira para o médico e falar com ele, que me tranquilizou falando que raramente aquele tipo de tumor seria maligno, mas que teria de haver cirurgia para retirar, obviamente.
Apesar de leiga naquele tipo de tumor, a verdade é que eu sabia que o carcinoma da tiróide não é o mais grave de todos, tem bom prognóstico e boa hipótese de cura, uma vez que tinha trabalhado naquele serviço em particular uns anos antes e acompanhado pessoas com essas e outras patologias.
A isto acresce a pessoa meu pai, que não lida propriamente bem com assuntos de saúde/ doença.
A situação traumática foi eu ter lido e interpretado à minha maneira, mesmo sabendo previamente que o que eu interpretei não seria a situação mais grave do mundo.
O stress pós traumático é o que ainda hoje vivo com qualquer consulta, exame, ida ao médico, análises que os próximos façam (uma prima tem estado doente e sujeita a imensos exames, e eu andei ansiosa e em sobressalto). E mesmo quando não existe isso e alguém se queixa de uma borbulha na cara que seja.
Isto tira-me anos de vida. Mas principalmente tira-me o sossego em determinados momentos e vivo sobressaltada. E tal é um paradoxo numa pessoa que é naturalmente alegre.
Eu tenho uma potente máquina de visão nocturna
Agora, mesmo antes de deitar, temos que nos pôr a quitar a casa toda para que Vossa Excelência Dona Maria Mia tenha um bom serão, com o menor de interferência possível no nosso sono. E é difícil.
Então cá vão as coisas que invariavelmente eue Mr. Mesmico fazemos antes de nos deitarmos:
1. Ter em atenção que a única porta que tem de estar fechada é a da rua, porque as outras têm de estar escancaradas para a Madame andar a vaguear por onde quiser, a seu bel prazer, sabe Deus a fazer o quê (também tolera a porta da despensa fechada, mas isso é porque mal lá entra dá de caras com o aspirador que é o seu pior inimigo nesta casa).
2. Pelo contrário toda e qualquer porta de roupeiro, quer do nosso quarto, quer das restantes divisões da casa, temos de fechar bem, porque se ela vê (ainda me hão-de conseguir explicar como é que os gatos vêm tão bem de noite) uma frincha que seja, esgadanha como se não houvesse amanhã.
3. Mas não é aberto de qualquer maneira, naaaaaaaaaa. Isso era fácil de mais! Tem de haver algo que temos de pôr a prender a porta da sala, porque ela gosta de se trancar nas divisões, pelo lado de dentro e depois pôe-se a miar como se estivesse a ser esfolada viva, porque quer sair (nas outras divisões as portas têm de ficar escancaradas contra a parede, na da sala é mais complicado porque tem um aquecimento bem atrás da porta, sendo suficiente esse nicho para ela se prender por dentro.
4. Os brinquedos, principalmente os bonecos que ela gosta de fazer rebolar, lamber e miar estridentemente (soa-me a prazer e ia jurar que são os mesmos "guinchos" do cio, mas a bicha está castrada e portanto não sei o que aquilo é) têm de ficar arrumados. Mas não assim tipo em cima do aquecimento central, como eu caí no erro de fazer umas poucas de vezes. Naaaaaaaa, nada disso. Novamente com a sua visão nocturna altamente sofisticada, Maria Mia identifica o alvo e anda a saltar toda a noite para os aquecedores.
5. Nada de deixar caixas, sacos plásticos ou de papel no chão, durante a noite... Se de dia já gosta deles, durante a noite então apaixona-se por entrar, esgadanhar, sair a correr de dentro deles.
6. Convém ter comida no prato ou de x em x tempo (é de noite e eu não sei, mas acho que é tipo de dez em dez minutos) salta a ronronar para cima de mim na cama, enfia-me os pêlos pelo nariz adentro e aguça as unhas no meu corpo como se eu fosse sarapilheira velha.
Se escapar alguma destas, é noite de S. João.
O que nos vale é que ela é linda, senão...
Então cá vão as coisas que invariavelmente eu
1. Ter em atenção que a única porta que tem de estar fechada é a da rua, porque as outras têm de estar escancaradas para a Madame andar a vaguear por onde quiser, a seu bel prazer, sabe Deus a fazer o quê (também tolera a porta da despensa fechada, mas isso é porque mal lá entra dá de caras com o aspirador que é o seu pior inimigo nesta casa).
2. Pelo contrário toda e qualquer porta de roupeiro, quer do nosso quarto, quer das restantes divisões da casa, temos de fechar bem, porque se ela vê (ainda me hão-de conseguir explicar como é que os gatos vêm tão bem de noite) uma frincha que seja, esgadanha como se não houvesse amanhã.
3. Mas não é aberto de qualquer maneira, naaaaaaaaaa. Isso era fácil de mais! Tem de haver algo que temos de pôr a prender a porta da sala, porque ela gosta de se trancar nas divisões, pelo lado de dentro e depois pôe-se a miar como se estivesse a ser esfolada viva, porque quer sair (nas outras divisões as portas têm de ficar escancaradas contra a parede, na da sala é mais complicado porque tem um aquecimento bem atrás da porta, sendo suficiente esse nicho para ela se prender por dentro.
4. Os brinquedos, principalmente os bonecos que ela gosta de fazer rebolar, lamber e miar estridentemente (soa-me a prazer e ia jurar que são os mesmos "guinchos" do cio, mas a bicha está castrada e portanto não sei o que aquilo é) têm de ficar arrumados. Mas não assim tipo em cima do aquecimento central, como eu caí no erro de fazer umas poucas de vezes. Naaaaaaaa, nada disso. Novamente com a sua visão nocturna altamente sofisticada, Maria Mia identifica o alvo e anda a saltar toda a noite para os aquecedores.
5. Nada de deixar caixas, sacos plásticos ou de papel no chão, durante a noite... Se de dia já gosta deles, durante a noite então apaixona-se por entrar, esgadanhar, sair a correr de dentro deles.
6. Convém ter comida no prato ou de x em x tempo (é de noite e eu não sei, mas acho que é tipo de dez em dez minutos) salta a ronronar para cima de mim na cama, enfia-me os pêlos pelo nariz adentro e aguça as unhas no meu corpo como se eu fosse sarapilheira velha.
Se escapar alguma destas, é noite de S. João.
O que nos vale é que ela é linda, senão...
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| A espreitar de dentro de uma caixa velha, como um soldado a espreitar de uma trincheira |
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Post Nostalgia #12
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| Em Toledo, numa ponte sobre o rio... Tejo |
| Segóvia |
| Segóvia |
| Burgos |
| Potes, Picos da Europa |
| Picos da Europa |
| Picos da Europa |
| Potes |
| Terra de Pelayo, ou Pelágio :) |
| Moi même da Silva em Leon |
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| Santillana del Mar, Cantábria |
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| Santillana del Mar, Cantábria |
Gostamos de pegar no carro e ir por aí fora, conhecer sítios.
Hoje senti saudades de uma viagem outonal por terras de castela, leão e cantábria.
Começámos o périplo, do lado de lá da raia, por Toledo. Apesar dos dias chuvosos foi simpático. Seguimos depois para Segóvia, passando ao largo de Madrid e... apaixonei-me! É linda, tem charme, tem castelo encantado e vielas medievais em que gostámos de nos perder! Curiosamente foi o sítio onde o hotel não era tão bom e os empregados eram do mais ranhoso possível. Seguimos para Burgos, fuçámos a história de El Cid e quase que comemos uma sandes de queijo sem... o próprio. Depois fomos conhecer a Cantábria, ver o Atlântico para aquelas bandas e ficar em Santillana del Mar, uma delícia. De terra e de pessoas. Pelo menos na casa rural onde ficámos, uma espécie de casa da montanha, modesta, mas acolhedora. De lá seguimos para os Picos da Europa e por lá ficámos em Potes, uma pequena aldeiazita que vive do turismo. Também gostámos de ter ficado numa casa de montanha, agora mais sofisticada, com um razoável restaurante e umas vistas deslumbrantes. Demos ainda um salto a Léon, mas o encanto tinha ficado na cantábria e custou-nos adaptar de novo a uma cidade grande. Dali regressámos a Portugal, passando pela fronteira do nordeste transmontano, explorando as estradas secundárias do Parque de Montesinho.
*Digo isto tudo de castela e leão e da cantábria, nem quero imaginar quando decidir dissertar acerca da "minha" Andaluzia...
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Coisas que detesto #8
Pessoas sem memória e que a troco de maledicências, cusquices e "amizades instantâneas" se esquecem do passado.
Pessoas sem memória que esquecem quem esteve com elas naquelas alturas da vida piores, em que todos as ostracizavam a troco, lá está, de boatos maldosos proferidos por quem lhes era próximo.
Pessoas sem memória do seu próprio passado e percurso, que a troco de interesses mais ou menos elevados, trocam tintas e dão o dito pelo não dito.
Pessoas sem memória que dizem que vão fazer mares e fundos, dizer isto e aquilo, e no fim acovardam-se ao sabor de umas palavras doces.
No entanto, são estas pessoas sem memória que nos mostram o quão detestável é perder a nossa memória. Revelam-se para nós e a nós.
Apesar de não gostar delas, ainda bem que existem, para nos actualizarem sempre o quanto temos de trabalhar diariamente para nos tornarmos melhores pessoas, pessoas com memórias, pessoas que não se vergam a boatos, a amizades de ocasião e a palavras doces.
E porque nos concedem epifanias interessantes e ajudam-nos de alguma forma. Não a sermos cautelosos face aos nossos actos (sou da opinião que devemos nos manter igual quer as pessoas valham ou não a pena e tenham ou não relevância na nossa vida), mas porque nos devolvem a ideia de que os actos dos outros em relação a nós são importantes e podem, num dado momento, terem toda a importância, ajudando-nos a escamotear os defeitos que essas mesmas pessoas poderão a vir a ter no futuro para connosco ou com os outros.
Porque é bom termos memória nos momentos de aperto, mas principalmente é bom termos memória nos nossos melhores momentos.
Pessoas sem memória que esquecem quem esteve com elas naquelas alturas da vida piores, em que todos as ostracizavam a troco, lá está, de boatos maldosos proferidos por quem lhes era próximo.
Pessoas sem memória do seu próprio passado e percurso, que a troco de interesses mais ou menos elevados, trocam tintas e dão o dito pelo não dito.
Pessoas sem memória que dizem que vão fazer mares e fundos, dizer isto e aquilo, e no fim acovardam-se ao sabor de umas palavras doces.
No entanto, são estas pessoas sem memória que nos mostram o quão detestável é perder a nossa memória. Revelam-se para nós e a nós.
Apesar de não gostar delas, ainda bem que existem, para nos actualizarem sempre o quanto temos de trabalhar diariamente para nos tornarmos melhores pessoas, pessoas com memórias, pessoas que não se vergam a boatos, a amizades de ocasião e a palavras doces.
E porque nos concedem epifanias interessantes e ajudam-nos de alguma forma. Não a sermos cautelosos face aos nossos actos (sou da opinião que devemos nos manter igual quer as pessoas valham ou não a pena e tenham ou não relevância na nossa vida), mas porque nos devolvem a ideia de que os actos dos outros em relação a nós são importantes e podem, num dado momento, terem toda a importância, ajudando-nos a escamotear os defeitos que essas mesmas pessoas poderão a vir a ter no futuro para connosco ou com os outros.
Porque é bom termos memória nos momentos de aperto, mas principalmente é bom termos memória nos nossos melhores momentos.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Aqui só entra deste tipo de "publicidade"
Uma história de vida real contada da maneira mais bonita que existe: com emoção, dignidade, amor pelo outro. Aqui
Como qualquer história de vida real contada de forma bonita, emociona seres humanos que ainda não se esqueceram de o ser. E a autora da mensagem continua a mostrar emoção, dignidade e amor pelo próximo não deixa escapar essa emoção. Mobiliza-se e acrescenta isto.
Nós todos podemos fazer o resto.
Pela Bia, principalmente. Mas também pelos pais da Bia, pelo Guilherme, pela autora da história, pela humanidade.
Não acrescento nada às palavras que reenviam para os links, porque lá está tudo. Porque lá está o AMOR que é aquilo que verdadeiramente nos move.
Por relembrar-nos disso, só posso dar um grande bem-haja à Pólo Norte do Quadripolaridades. E ficar feliz pela ursinha que aí vem, com uns pais assim, cheios de amor por ela, mas que não esquecem o amor pelas Bias do mundo.
Como qualquer história de vida real contada de forma bonita, emociona seres humanos que ainda não se esqueceram de o ser. E a autora da mensagem continua a mostrar emoção, dignidade e amor pelo próximo não deixa escapar essa emoção. Mobiliza-se e acrescenta isto.
Nós todos podemos fazer o resto.
Pela Bia, principalmente. Mas também pelos pais da Bia, pelo Guilherme, pela autora da história, pela humanidade.
Não acrescento nada às palavras que reenviam para os links, porque lá está tudo. Porque lá está o AMOR que é aquilo que verdadeiramente nos move.
Por relembrar-nos disso, só posso dar um grande bem-haja à Pólo Norte do Quadripolaridades. E ficar feliz pela ursinha que aí vem, com uns pais assim, cheios de amor por ela, mas que não esquecem o amor pelas Bias do mundo.
O que me faz sentir perigosamente a caminhar para idosa #3
Quando percebo que os jogadores da selecção italiana no Euro 2012 são todos já mais novos do que eu.
Eles que eram sempre os "velhotes" disto das selecções.
Ou seja, já estou mais velha do que os "velhotes".
Porque é que já não jogou o Maldini, caramba?
(Acabei de googlar e ver que o Buffon é de 1978)
Enfim...
Eles que eram sempre os "velhotes" disto das selecções.
Ou seja, já estou mais velha do que os "velhotes".
Porque é que já não jogou o Maldini, caramba?
(Acabei de googlar e ver que o Buffon é de 1978)
Enfim...
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Olha para as estrelas, Portugal! :)
Matthew Brown tem outros vídeos.
De outras terras.
Mas este é sobre a nossa.
Apesar da quase totalidade ser de Lisboa e arredores, vale a pena! O autor explica nos comentários do youtube que foi por falta de verba que não pôde deslocar-se a outros locais, pelo que tem o meu perdão.
E o meu agradecimento por uma vídeo tão interessante.
Mesmo com a música "Sarajevo" como pano de fundo.
Arte é isto. É a liberdade de escolher, compor, mostrar, como cada um se sente em determinado local/ estado/ situação.
Já disse que adorei?
Pois, adorei.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
No Euro 2012 #4
Pela primeira vez na minha vida torci pela selecção italiana.
Pela primeira vez numa final vou torcer para que Itália vença a competição.
Eu já festejei um falhanço do Baggio num penaltie numa final (EUA, 1994) que a Itália viria a perder, para gáudio meu.
Dizem que pode tardar, mas o sangue um dia clama.
Bisavô, finalmente sinto-me uma italiana vera. Pelo menos em parte. Ali na segunda costela flutuante. Mas está lá e agora acho difícil vir a sair.
Pela primeira vez numa final vou torcer para que Itália vença a competição.
Eu já festejei um falhanço do Baggio num penaltie numa final (EUA, 1994) que a Itália viria a perder, para gáudio meu.
Dizem que pode tardar, mas o sangue um dia clama.
Bisavô, finalmente sinto-me uma italiana vera. Pelo menos em parte. Ali na segunda costela flutuante. Mas está lá e agora acho difícil vir a sair.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Pets
Qualquer dia o homem traz-me mesmo um destes cá para casa. Sem apelo nem agravo.
Qualquer dia eu começo a achá-los giros. E ainda trago eu um para casa antes dele.
No Euro 2012 #3
Afectivamente o que me liga à selecção Alemanha é o mesmo que me liga ao Benfica.
E era só isto.
E era só isto.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Ele há dias...
... em que apetece GRITAR, olhar para as feridas com comiseração e sentirmo-nos tristes pelos momentos menos bons que passámos.Chamo- lhe os "dias calimero".
....e outros há em que apetece sorrir, agradecer, sentirmo-nos felizes pelos momentos bons que passámos. Chamo-lhes os "dias David".
Apesar de agora os "calimero" serem em menor número, cá andam a passear e encontram-nos ali num virar de esquina. Vindos do nada, por motivo algum (a não ser os de sempre, os mesmos dos dos "dias David"). Num dia como esses o David nem se faria à luta e maldiria Golias. Ainda bem que ele estava num "dia David".
Às vezes gostaria apenas de ter um "dia Cláudia" para saber realmente quem sou.
....e outros há em que apetece sorrir, agradecer, sentirmo-nos felizes pelos momentos bons que passámos. Chamo-lhes os "dias David".
Apesar de agora os "calimero" serem em menor número, cá andam a passear e encontram-nos ali num virar de esquina. Vindos do nada, por motivo algum (a não ser os de sempre, os mesmos dos dos "dias David"). Num dia como esses o David nem se faria à luta e maldiria Golias. Ainda bem que ele estava num "dia David".
Às vezes gostaria apenas de ter um "dia Cláudia" para saber realmente quem sou.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Post Nostalgia #11
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| Carcassone |
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| Mont Ventoux |
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| Avignon |
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| Arles |
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| Cassis |
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| Roussillion |
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| Ocre em Roussilion |
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| Roussillion |
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| Bonnieux |
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| Lacoste |
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| Gordes |
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| Gordes |
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| Donostia, San Sebastian
Por causa desta senhora e depois por causa deste senhor, aqui há umas semanas, tenho andado a pensar muito numa viagem de carro até à Provença que fizemos há 3 anos.
Ficámos no Lubéron, passeamos pelos campos de lavanda (e soubemos a diferença entre "lavande" e "lavandine"), visitámos aldeias e passeámos pelo mundo rural (Bonnieux, Roussillion, Gordes, Lacoste), conhecemos mosteiros de monges no meio do nada (ou melhor, no meio da lavanda), fomos a Arles ver a casa do Van Gohg, visitámos a cidade Papal de Avignon, fomos a pequenas cidades da côte d'azur, como Cassis, cheias de charme e sem o pedantismo das dos circuitos de richesse. Passámos por Aix-en-Provence e em Marselha.
Na ida ficámos em Vitoria-Gasteizt (mas só estivemos num final de tarde, numa feira medieval que não trouxe fotos muito apetecíveis) e em Carcassone, uma terra fortificada, linda de morrer, e que nos transporta para a Idade Média e para histórias de príncipes e princesas. Na volta fizemos apenas uma paragem, em San Sebastian, que adorei e que gostaria de voltar a repetir, quem sabe numa ida de carro até aos castelos do Loire num dia destes :).
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"Mortes" nas redes sociais
Por coisas dessas e daquelas parvoíces do "bom dia", "se concordas partilha e põe gosto", das frases pseudo-proundas impregnadas de chavões fatelas escritas sobre uma foto de uma paisagem, também ela, chavão de beleza e/ ou tranquilidade, dos "referendos", que começo a fartar de uma ideia interessante como o Facebook.
Hoje "mataram" a Eunice Muñoz. Nem sou grande apreciadora. Mas não fico feliz com a morte de ninguém. E, mesmo como psicóloga clínica, custa-me entender quem o faz. Que prazer retira? Qual a intenção? Para além de um narcisismo patológico de ver uma "obra" sua divulgada e falada (ops, estou contribuir para a coisa, eu sei!)? Porque não usam a criatividade e o tempo livre que parecem ter para "divulgar" coisas originais, interessantes e que essas sim, primem pela diferença!
Hoje "mataram" a Eunice Muñoz. Nem sou grande apreciadora. Mas não fico feliz com a morte de ninguém. E, mesmo como psicóloga clínica, custa-me entender quem o faz. Que prazer retira? Qual a intenção? Para além de um narcisismo patológico de ver uma "obra" sua divulgada e falada (ops, estou contribuir para a coisa, eu sei!)? Porque não usam a criatividade e o tempo livre que parecem ter para "divulgar" coisas originais, interessantes e que essas sim, primem pela diferença!
sábado, 16 de junho de 2012
O que tem de se tolerar quando se casa por amor #2
Nao ligo a bacalhau cozido.
Ligo pouco a grão.
Hoje o almoço foi bacalhau com grão.
No Euro 2012 #2
A Grécia não saiu hoje do Euro mas cheira-me que sairá amanhã.
Com um misto de de desolação e esperança meus, admito!
No andar de cima #7
Tem-se muito jeito para o sapateado. Ólaré!
Como tal, toca a andar todo o dia de sapatos de sola (tenho para mim que têm aquela coisa de metal, mas não posso provar até hoje).
Qualquer dia não é dia e faço-me às escadas, meto-me por aqui acima e vou ter com o Fred e a Ginger cá de cima para uma conversinha sobre civismo e ruído urbano.
terça-feira, 12 de junho de 2012
A voz às crianças #9
(no átrio de um estabelecimento de saúde)
F.: e agora já vais embora?
Eu: sim, vou.
F.: vais jantar?
Eu: pois.
F.: então anda jantar a minha casa. A comida lá hoje é boa porque é o papá que vai fazer. (depois chegando-se a mim e puxando-me para baixo para sussurrar ao meu ouvido) Hoje estamos safos, é um bom dia para ires comer a minha casa!
F., 7 anos
Sexo Masculino
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