segunda-feira, 26 de março de 2012
Short Message Service #34
Lá porque houve pessoal que desistiu de se candidatar (tentei encontrar um link para a notícia de que o cante alentejano já não se candidata este ano a património blablabla, mas não encontrei, apesar de estar agora a dar a notícia na sic), eu cá mantenho tudo como naquele dia.
domingo, 25 de março de 2012
Damn it #13
De repente a ver fotos de há 4/ 5 anos percebi o quanto envelheci.
Há 4/ 5 anos parecia que tinha vinte e poucos anos.
Agora pareço a idade que tenho. Assim de repente, em 4/ 5 anos envelheci mais de dez anos.
Há 4/ 5 anos parecia que tinha vinte e poucos anos.
Agora pareço a idade que tenho. Assim de repente, em 4/ 5 anos envelheci mais de dez anos.
Tomar decisões.
Para mim decidir é dos aspectos mais importantes da maturidade humana.
Quem toma decisões e aguenta as suas consequências, é quem os tem no sítio.
Tomar decisões é dos actos mais difíceis para o ser humano. Porque se é uma decisão, há pelo menos dois caminhos. E se eles existem é porque ambos, de uma forma ou de outra, têm coisas boas para nós, porque a gente já sabe que é hedonista por natureza blábláblá pardais ao ninho.
Decidir é, pois, deixar algo de bom também. E isso exige maturidade, discernimento, self-respect por quem somos e pelo que queremos. É saber que podemos chorar por termos perdido as coisas boas daquele caminho, mas que agora temos de fazer do novo caminho escolhido, o melhor e mais harmonioso para nós.
Quem toma decisões e aguenta as suas consequências, é quem os tem no sítio.
Tomar decisões é dos actos mais difíceis para o ser humano. Porque se é uma decisão, há pelo menos dois caminhos. E se eles existem é porque ambos, de uma forma ou de outra, têm coisas boas para nós, porque a gente já sabe que é hedonista por natureza blábláblá pardais ao ninho.
Decidir é, pois, deixar algo de bom também. E isso exige maturidade, discernimento, self-respect por quem somos e pelo que queremos. É saber que podemos chorar por termos perdido as coisas boas daquele caminho, mas que agora temos de fazer do novo caminho escolhido, o melhor e mais harmonioso para nós.
Manias #9
Quando vou para comprar um livro leio o primeiro parágrafo e depois abro aleatoriamente num página e leio algo. Se me agradarem ambos, compro-o. Mesmo nos que me são recomendados!
Mas já apanhei com algumas desilusões!
Mas já apanhei com algumas desilusões!
Pirosices #4
Ser-se pobre de espírito. É do mais piroso que há.
E ele há tantos por aí que até assusta!
sábado, 24 de março de 2012
Nota mental #1
Mesmica Maria, Mesmica Maria...
Deste-lhe a PS3.
Deste-lhe o cheque prenda com 100 euros da loja de jogos.
Levaste-o à loja hoje para ele finalmente (desde o Natal) usar o gift card.
Deixaste-o trazer 4 (QUATRO Srs., QUATRO!) jogos para casa. Todos de uma vez!
Que esperavas que ele fizesse mal se alapasse no cadeirão da sala enquanto ias pôr o doce no frigorífico, hein?
Deste-lhe a PS3.
Deste-lhe o cheque prenda com 100 euros da loja de jogos.
Levaste-o à loja hoje para ele finalmente (desde o Natal) usar o gift card.
Deixaste-o trazer 4 (QUATRO Srs., QUATRO!) jogos para casa. Todos de uma vez!
Que esperavas que ele fizesse mal se alapasse no cadeirão da sala enquanto ias pôr o doce no frigorífico, hein?
Happy B-day :)
(Post absolutamente lamechas e dedicado a Mr Mesmico)
Podia dizer-te uma série de faits-divers ou chavões. Mas não quero.
Podia dizer-te o quanto és importante para mim. Mas tu sabes isso.
Podia até colocar um poema do Neruda ou do Vinicius. Mas já o fiz.
Podia escolher uma banda sonora. Mas ainda a temos em construção.
Podia pôr uma coisa fofa. Mas já sabes que não sou assim.
É. Acho que já me conheces o suficiente, não é? :)
Mas queres saber um segredo? Quero continuar a conhecer-te, a crescer contigo, a zangar-me e a fazer as pazes, a sentir saudades quando estás longe, a ir às compras contigo, a partilhar os meus sucessos e a os meus fracassos, a procurar o teu colo quando estou triste ou a ligar-te ou mandar sms sempre que tenho uma boa notícia que não aguento dentro de mim e tenho de partilhar. Quero continuar a zangar-me contigo por causa do futebol e a rir contigo sempre que vemos as nossas séries. Quero continuar a ter cada vez mais private jokes contigo. A perder-me com o teu humor. A cuidar de ti quando estás doente. Ou triste. A aprender contigo a ser melhor pessoa. A tornar os nossos caminhos cada vez mais uma estrada ampla com duas faixas de rodagem:a minha e a tua, individuais, mas a caminharem para o mesmo destino. Parabéns meu querido!
Podia dizer-te uma série de faits-divers ou chavões. Mas não quero.
Podia dizer-te o quanto és importante para mim. Mas tu sabes isso.
Podia até colocar um poema do Neruda ou do Vinicius. Mas já o fiz.
Podia escolher uma banda sonora. Mas ainda a temos em construção.
Podia pôr uma coisa fofa. Mas já sabes que não sou assim.
É. Acho que já me conheces o suficiente, não é? :)
Mas queres saber um segredo? Quero continuar a conhecer-te, a crescer contigo, a zangar-me e a fazer as pazes, a sentir saudades quando estás longe, a ir às compras contigo, a partilhar os meus sucessos e a os meus fracassos, a procurar o teu colo quando estou triste ou a ligar-te ou mandar sms sempre que tenho uma boa notícia que não aguento dentro de mim e tenho de partilhar. Quero continuar a zangar-me contigo por causa do futebol e a rir contigo sempre que vemos as nossas séries. Quero continuar a ter cada vez mais private jokes contigo. A perder-me com o teu humor. A cuidar de ti quando estás doente. Ou triste. A aprender contigo a ser melhor pessoa. A tornar os nossos caminhos cada vez mais uma estrada ampla com duas faixas de rodagem:a minha e a tua, individuais, mas a caminharem para o mesmo destino. Parabéns meu querido!
sexta-feira, 23 de março de 2012
O porquê de ir a Lisboa arranjar um Mr. Mesmico
Depois que ter lido isto aqui , confirmo o que sempre suspeitei acerca de mim: tenho bom gosto e sou uma gaja a roçar o esperto.
Lá fui eu qual Afonso Henriques por aí abaixo conquistar o meu mouro. E assim que conquistado não sosseguei até o trazer para o meu castelo. Para embelezar as vistinhas, vá...
Lá fui eu qual Afonso Henriques por aí abaixo conquistar o meu mouro. E assim que conquistado não sosseguei até o trazer para o meu castelo. Para embelezar as vistinhas, vá...
A esta nem Herr Dr Freud lá chegava...
Desde 5 de Fevereiro que não se comiam fritos cá em casa. Daqueles de pegar nas batatas e submergi-las e virem chumbadinhas em azeite (sim, só frito com azeite... enjoa-me o óleo. E sim, tenho quem me desse os últimos muitos litros dele à borliu!).
E não, não é boa memória! Mas enquanto cozinhava lembrei-me vagamente que havia semelhanças com algo que tinha feito aqui há atrasado.
Cozinhava fritos. Fazia algo que Mr Mesmico gosta (hoje foi com alheira. daquelas caseiras. feitas mesmo em bragança.) e ia dar o benfica.
Depois o meu viés profissional pôs-se a labutar na coisa, a elaborar e pimba!, chegou a esta brilhante conclusão: toda a minha raiva contida contra o benfica é sublimada (coisa muito adaptativa) através de refeições gordurosas e autênticos atentados às artérias, colesterol, gordura abdominal e mais outras coisas que agora não me apetece pensar acerca (coisa muito idiota e parva e até parece que não quero saber da saúde de Mr. Mesmico, que é coisa que quero, que se diga... Por exemplo, não há dia que passe que eu não queira que ele se livre dessa doença, o benfiquismo!).
E não, não é boa memória! Mas enquanto cozinhava lembrei-me vagamente que havia semelhanças com algo que tinha feito aqui há atrasado.
Cozinhava fritos. Fazia algo que Mr Mesmico gosta (hoje foi com alheira. daquelas caseiras. feitas mesmo em bragança.) e ia dar o benfica.
Depois o meu viés profissional pôs-se a labutar na coisa, a elaborar e pimba!, chegou a esta brilhante conclusão: toda a minha raiva contida contra o benfica é sublimada (coisa muito adaptativa) através de refeições gordurosas e autênticos atentados às artérias, colesterol, gordura abdominal e mais outras coisas que agora não me apetece pensar acerca (coisa muito idiota e parva e até parece que não quero saber da saúde de Mr. Mesmico, que é coisa que quero, que se diga... Por exemplo, não há dia que passe que eu não queira que ele se livre dessa doença, o benfiquismo!).
A doideira é bicho para atacar à noite e quando menos esperamos.
De casa à Santa Catarina, mesmo junto ao Marquês demorei 13 minutos pela VCI. Estacionamento junto ao Colégio da Paz (yeeeeeeeeees!) na primeira ronda em busca de lugar para "atracar"o bólide.
Eis que senão quando olho para o relógio e percebo que falta uma hora e meia para a primeira consulta!!!
O que fazer naquela parte da cidade, num dia de sol? Ir ver os velhinhos no Marquês a jogar à bisca lambida?
Eu não digo que estou a ficar maluca? Esta coisa (a toleira) está a atacar-me devagarinho, a pulha!, silenciosamente, sem ninguém dar por ela. Qualquer dia estou no Conde Ferreira ou no Magalhães Lemos. E desta feita não será como funcionária!!
Isto de se trabalhar em saúde mental dá tudo menos... a própria da dita!!!
O mais irónico é que nem sequer posso meter atestado.
Se eu um dia estou frente a frente com o Ministro da Saúde, por favor segurem-me. Mas com força porque quando eu fico danada ganho cá uma genica... à Maria da Fonte. Ou Padeira de Aljubarrota, vá!
Eis que senão quando olho para o relógio e percebo que falta uma hora e meia para a primeira consulta!!!
O que fazer naquela parte da cidade, num dia de sol? Ir ver os velhinhos no Marquês a jogar à bisca lambida?
Eu não digo que estou a ficar maluca? Esta coisa (a toleira) está a atacar-me devagarinho, a pulha!, silenciosamente, sem ninguém dar por ela. Qualquer dia estou no Conde Ferreira ou no Magalhães Lemos. E desta feita não será como funcionária!!
Isto de se trabalhar em saúde mental dá tudo menos... a própria da dita!!!
O mais irónico é que nem sequer posso meter atestado.
Se eu um dia estou frente a frente com o Ministro da Saúde, por favor segurem-me. Mas com força porque quando eu fico danada ganho cá uma genica... à Maria da Fonte. Ou Padeira de Aljubarrota, vá!
quinta-feira, 22 de março de 2012
Desisto.
Deixei de acreditar no que me dizem.
Para evitar as expectativas.
Mas estou lixada comigo.
Muito.
Para evitar as expectativas.
Mas estou lixada comigo.
Muito.
I'll beg your pardon? #1
Empregado da loja: ... ah e a lua de mel onde vai ser?
Eu: Não vai ser agora, por uma série de razões, fica para mais tarde.
Empregado:... ah claro, primeiro acabar as aulas e isso, não é? (pisca o olho)
WTF?!
Tenho cara de aluna?
Ou tenho cara de professora?
Eu: Não vai ser agora, por uma série de razões, fica para mais tarde.
Empregado:... ah claro, primeiro acabar as aulas e isso, não é? (pisca o olho)
WTF?!
Tenho cara de aluna?
Ou tenho cara de professora?
quarta-feira, 21 de março de 2012
Sou tão esperta...
... tão esperta, tão esperta, que para evitar a famigerada e divulgada "crise dos 7 anos" das relações (não sei se não é um mito urbano, ou um mito sentimentalóide, daqueles que se propagam que nem praga e depois se tornam profecia de auto-realização), resolvi fazer um reset. Começa a contar do ano 0.
Assim como assim adia-se a crise por mais sete aninhos. À cautela!
Assim como assim adia-se a crise por mais sete aninhos. À cautela!
Uma lady na mesa. Uma louca... no carro #2
Cruzamento. Eu e mais duas mulheres cada qual em seu carro, parámos.
Eu parei porque das 3 era a que tinha menos prioridade. Eu tinha um stop. A da minha frente também. Mas eu queria virar para a esquerda logo perdia a prioridade sobre a da frente. Whatever.
Tudo parado a olhar uns para os outros. Neste caso umas para as outras.
Eu: ai é assim? Tudo tímido? Ala que se faz tarde.Murconas!
E foi assim que passei a ter a prioridade no cruzamento. Graças à minha condução à gajo :D
No retrovisor ainda as vi paradas durante largos metros em que percorria a rua. Depois começou a dar o Pajarito de Amor da Carla Morrison no carro e dessintonizei-me do cruzamento lá atrás.
Eu parei porque das 3 era a que tinha menos prioridade. Eu tinha um stop. A da minha frente também. Mas eu queria virar para a esquerda logo perdia a prioridade sobre a da frente. Whatever.
Tudo parado a olhar uns para os outros. Neste caso umas para as outras.
Eu: ai é assim? Tudo tímido? Ala que se faz tarde.
E foi assim que passei a ter a prioridade no cruzamento. Graças à minha condução à gajo :D
No retrovisor ainda as vi paradas durante largos metros em que percorria a rua. Depois começou a dar o Pajarito de Amor da Carla Morrison no carro e dessintonizei-me do cruzamento lá atrás.
Dicionário da Mesmica #3
desencanto
(derivação regressiva de desencantar)
s. m.
(derivação regressiva de desencantar)
Desencantamento.
desencantar - Conjugar
v. tr.
1. Quebrar o encanto de.
2. Descobrir, achar (coisa muito escondida ou abandonada em sítio escuso).
3. [Figurado] Tirar a ilusão a.
Desencanto- "Esperar por algo que julgámos inevitável há já uma série de meses e continuar a esperar, desencanta-nos"
terça-feira, 20 de março de 2012
O Benfica vs Futebol Clube do Porto
Algumas considerações:
1. Ahahahahahaha.
2. Ainda ahahahahahahah.
3. Desculpem mas ainda tenho de me rir um pouco mais: ehehehehehhe.
4. Depois os portistas é que são malcriados e todos uns boçais... já li por aí algumas coisas, proferidas por mulheres, que fariam corar a "Bela da Ribeira".
5. Ganharam o "clássico" menos importante da época.
6. Ganharam a uma equipa treinada por VP (a consideração nº 1 deve-se a isso).
7. Ganharam a uma equipa que jogou sem trinco.
8. Festejem à vontade.
9. Mas não me impeçam de me rir, por favor.
10. Ahahahahahah
1. Ahahahahahaha.
2. Ainda ahahahahahahah.
3. Desculpem mas ainda tenho de me rir um pouco mais: ehehehehehhe.
4. Depois os portistas é que são malcriados e todos uns boçais... já li por aí algumas coisas, proferidas por mulheres, que fariam corar a "Bela da Ribeira".
5. Ganharam o "clássico" menos importante da época.
6. Ganharam a uma equipa treinada por VP (a consideração nº 1 deve-se a isso).
7. Ganharam a uma equipa que jogou sem trinco.
8. Festejem à vontade.
9. Mas não me impeçam de me rir, por favor.
10. Ahahahahahah
... and one of a kind.
Hoje na conservatória do registo civil descobri que sou artigo único em termos de nome na nossa santa terrinha (e vá, só não digo no mundo todo porque tenho sempre a fantasia que os brasileiros durante o 9 meses que esperam rebento procuram no mundo todo nomes pouco frequentes e conjugam-nos aleatoriamente!).
E não precisei de me chamar Lyani Viiktória.
Hoje na conservatória do registo civil descobri que sou artigo único em termos de nome na nossa santa terrinha (e vá, só não digo no mundo todo porque tenho sempre a fantasia que os brasileiros durante o 9 meses que esperam rebento procuram no mundo todo nomes pouco frequentes e conjugam-nos aleatoriamente!).
E não precisei de me chamar Lyani Viiktória.
segunda-feira, 19 de março de 2012
No andar de cima #4
Ora bem, não é propriamente para falar dos vizinhos de cima, mas não ia pôr-me a abrir outra rubrica para a vizinha do lado. Digamos que a partir de hoje este andar de cima refere-se a todo e qualquer andar deste prédio. Garagem incluída.
Adiante.
Não estava habituada a ter vizinha aqui no direito. Pelo menos não deste lado das traseiras. Já temos, portanto, vizinhos do terraço do lado. Não sei se vai ser bom. Aguardemos. Não tenho paciência para vizinhos que gostam do S. João e convidam uma irmandade para a sardinhada, tudo aos gritos e cheio de risadas, com foguetório à meia-noite. Não só porque me põe a gata histérica, perdida de medo e a procurar o mais recôndito esconderijo da casa, mas porque me põe a mim histérica e sem dormir. E eu fico insuportável quando me acordam assim à bruta com foguetes e alta música.
Mas porque estou inquieta com a hipótese de patuscadas no terraço? Porque quando estou em trânsito no hall do prédio para entrar ou sair da minha cabanita e se estamos próximos das horas das refeições, só me cheira a fritos. Logo, é pessoal para gostar de gordura. E daquela cujo cheiro se entranha no corpo, na pele e nem mil banhos em loções arrancam de nós porque se entranharam ferozmente nos pêlos do nariz!
Ou seja, cheira-me que é gente azeiteira.
Desde que não ponham os Anjos em altos gritos ao sábado de manhã enquanto limpam a casa... já me dou por feliz.
Estão em fase de estudo, mas se estes cheiros se prolongarem sou menina para lhes deixar um ambientador ou uma vela de cheiro daquelas do IKEA na caixa do correio, com umas instruções (tipo, ligarem o exaustor, cozinharem com a porta da cozinha fechada e a janela bem aberta... e não deixarem queimar o óleo).
Adiante.
Não estava habituada a ter vizinha aqui no direito. Pelo menos não deste lado das traseiras. Já temos, portanto, vizinhos do terraço do lado. Não sei se vai ser bom. Aguardemos. Não tenho paciência para vizinhos que gostam do S. João e convidam uma irmandade para a sardinhada, tudo aos gritos e cheio de risadas, com foguetório à meia-noite. Não só porque me põe a gata histérica, perdida de medo e a procurar o mais recôndito esconderijo da casa, mas porque me põe a mim histérica e sem dormir. E eu fico insuportável quando me acordam assim à bruta com foguetes e alta música.
Mas porque estou inquieta com a hipótese de patuscadas no terraço? Porque quando estou em trânsito no hall do prédio para entrar ou sair da minha cabanita e se estamos próximos das horas das refeições, só me cheira a fritos. Logo, é pessoal para gostar de gordura. E daquela cujo cheiro se entranha no corpo, na pele e nem mil banhos em loções arrancam de nós porque se entranharam ferozmente nos pêlos do nariz!
Ou seja, cheira-me que é gente azeiteira.
Desde que não ponham os Anjos em altos gritos ao sábado de manhã enquanto limpam a casa... já me dou por feliz.
Estão em fase de estudo, mas se estes cheiros se prolongarem sou menina para lhes deixar um ambientador ou uma vela de cheiro daquelas do IKEA na caixa do correio, com umas instruções (tipo, ligarem o exaustor, cozinharem com a porta da cozinha fechada e a janela bem aberta... e não deixarem queimar o óleo).
Pirosices #3
Armar-se ao pingarelho.
Ser bazófias.
Pôr-se em pontas para aparecer.
É piroseira ao mais alto nível. Mesmo.
Ser bazófias.
Pôr-se em pontas para aparecer.
É piroseira ao mais alto nível. Mesmo.
Dilemas de uma doméstica à força #2
Desde que sou uma doméstica à força que o sou, ainda assim, em part-time.
Sinto-me como naquela música do Chico Buarque "O nosso amor é tão bom, o horário é que nunca combina;Eu sou funcionário, ela é dançarina, quando pego o ponto ela termina". Saio quando o rapaz chega na maior parte das vezes. Daqui a nada lá vou eu dar umas consultinhas que a vida está cara e a crise aperta e consultas privadas só rendem em horário pós-laboral.
Acontece é que o horário pós-laboral é o próprio do meu horário laboral.
Tem coisas boas. Serviços, compras, ginástica, tudo em horário funcional.
Mas depois tem coisas como preparar o jantar!
E neste momento o dilema é: deixo os ingredientes todos na bimby para a sopa ou penso nisso depois?
Já por causa das coisas vou fazer uma caesar salada (uma nova especialidade cá da je). Mas tem que ir com um cremezito de feijão e agrião para Mr. Mesmico ficar mais compostinho.
O dilema resolvia-se rápido: mandava Mr. Mesmico para a cozinha adiantar a coisa. Mas... é melhor esquecer! A essa hora ele gosta de estar no seu private moment com a Paula Susana (é assim que eu me refiro à PS3... fui eu que a dei, eu posso baptizar! E aliás, fui eu que a dei, portanto bem feita Mesmica para aprenderes a não dares coisas dessas a um ser cujo genótipo tem um Y.).
Enfim, sobra-me a música:
E foi num dia 2 de Abril que me tornei a pessoa mais importante do mundo para ele...
Não quero ser chatinha e previsível e essas coisas e pôr-me aqui a falar do meu Pai como se não houvesse amanhã, do quanto gosto dele e do quanto agradecida estou por ele ter-me ajudado a ser a pessoa que sou hoje. Ele sabe isso. Mais do que qualquer outra pessoa no mundo.
Mas só vos digo isto:
Amor de Pai é criar um diário desde o dia que nascemos até cerca dos nossos 8/ 10 anos, em que vai escrevendo vivências, experiências, sentimentos meus e de outros que junto de mim estavam.
Amor de Pai é resgatar-nos a memória dos dias pós-parto no enlevo com a figura materna.
Amor de Pai é escrever palavras duras e tristes quando pensava que me estava prestes a perder pouco menos de um mês de ter nascido; e escrever palavras de esperança e de amor quando eu melhorava no berço do hospital.
Amor de Pai é amar incondicionalmente uma filha que nunca pretendeu ter.
O amor de Filha é revisitar esse diário algumas vezes, e emocionar-me, entristecer-me e alegrar-me com aquela que fui e sou aos olhos do meu Pai: a melhor filha do mundo, mesmo sabendo que muitas vezes não o serei.
E este é o maior dos amores, é sermos os melhores para determinada pessoa, mesmo sabendo nós que não o somos...
Mas só vos digo isto:
Amor de Pai é criar um diário desde o dia que nascemos até cerca dos nossos 8/ 10 anos, em que vai escrevendo vivências, experiências, sentimentos meus e de outros que junto de mim estavam.
Amor de Pai é resgatar-nos a memória dos dias pós-parto no enlevo com a figura materna.
Amor de Pai é escrever palavras duras e tristes quando pensava que me estava prestes a perder pouco menos de um mês de ter nascido; e escrever palavras de esperança e de amor quando eu melhorava no berço do hospital.
Amor de Pai é amar incondicionalmente uma filha que nunca pretendeu ter.
O amor de Filha é revisitar esse diário algumas vezes, e emocionar-me, entristecer-me e alegrar-me com aquela que fui e sou aos olhos do meu Pai: a melhor filha do mundo, mesmo sabendo que muitas vezes não o serei.
E este é o maior dos amores, é sermos os melhores para determinada pessoa, mesmo sabendo nós que não o somos...
domingo, 18 de março de 2012
Já não conseguiria viver sem ele
Acorda-me.
Diz-me a temperatura que está lá fora e se chove ou faz sol.
Relembra-me prazos de contas para pagar, de aniversários de pessoas próximas e menos próximas, "marca-me" consultas.
Faz-me contas das consultas que dou na privada para passar os ditos recibos veres no final do mês.
Abre-me mails, permite-me responder e enviar.
Faz-me treinar powerpoints enquanto tomo um café, apanho o metro ou aguardo pela minha vez de "botar faladura".
Permite-me emendar relatórios e envia-mos para a impressora de casa apenas com um pequena palavrinha passe.
De quando em vez permite-me um intervalinho enquanto faço uma "sopa de letras" ou um "sudoku" para exercitar o neurónio da atenção e concentração.
Acompanha-me nas viagens de carro ou de metro, dando as minhas músicas aos meus próprios ouvidos.
Ainda me permite fotografar e fazer chamadas.
Sim, estou apaixonadíssima pelo meu Galaxy e jamais o trocaria por um badameco qualquer da apple armado ao pingarelho.
Tenho dito.
Diz-me a temperatura que está lá fora e se chove ou faz sol.
Relembra-me prazos de contas para pagar, de aniversários de pessoas próximas e menos próximas, "marca-me" consultas.
Faz-me contas das consultas que dou na privada para passar os ditos recibos veres no final do mês.
Abre-me mails, permite-me responder e enviar.
Faz-me treinar powerpoints enquanto tomo um café, apanho o metro ou aguardo pela minha vez de "botar faladura".
Permite-me emendar relatórios e envia-mos para a impressora de casa apenas com um pequena palavrinha passe.
De quando em vez permite-me um intervalinho enquanto faço uma "sopa de letras" ou um "sudoku" para exercitar o neurónio da atenção e concentração.
Acompanha-me nas viagens de carro ou de metro, dando as minhas músicas aos meus próprios ouvidos.
Ainda me permite fotografar e fazer chamadas.
Sim, estou apaixonadíssima pelo meu Galaxy e jamais o trocaria por um badameco qualquer da apple armado ao pingarelho.
Tenho dito.
sábado, 17 de março de 2012
No supermercado #5
Filho: posso levar estes iogurtes pai?
Pai: são os que costumas comer em casa da mãe?
Filho: não. são diferentes.
Pai: mas podes levar o que gostas... os que comes em casa da mãe.
Filho: eu quando estou em casa da mãe gosto de uns e na tua gosto de outros.
Pai: ã? Como?
Filho: É assim, se vocês não estão juntos porque gostam de coisas diferentes, eu também tenho o direito de querer e gostar de coisas diferentes quando estou com um ou com o outro.
Pai: são os que costumas comer em casa da mãe?
Filho: não. são diferentes.
Pai: mas podes levar o que gostas... os que comes em casa da mãe.
Filho: eu quando estou em casa da mãe gosto de uns e na tua gosto de outros.
Pai: ã? Como?
Filho: É assim, se vocês não estão juntos porque gostam de coisas diferentes, eu também tenho o direito de querer e gostar de coisas diferentes quando estou com um ou com o outro.
No andar de cima #3
Antevê-se noite gloriosa.
Já se cantaram os parabéns.
Os saltos altos multiplicam-se.
Grita-se.
Daqui a nada são os uivos dos putos e a cavalgada das valquírias em fast motion por toda a casa.
Primeiro vou ver um dos inúmeros filmes guardados na box da tv. Em alto som.
Depois sou gaja para ir buscar uns auscultadores ou uns tampões para os ouvidos. A ver.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Diz que...
... o Bruno Nogueira anda com uma tal de Ana Rita Clara.
Não sabia quem ela era.
Googlei e depois achei que a cara não me era estranha.
Mas não gostei. Da ideia de casal. Melhor, dela ser o elemento feminino deste casal.
Mas eu não tenho nada com isso.
Whatever.
Só não tenho como ocupar o tempo e as noites começam a angustiar-me por causa das insónias.
Não sabia quem ela era.
Googlei e depois achei que a cara não me era estranha.
Mas não gostei. Da ideia de casal. Melhor, dela ser o elemento feminino deste casal.
Mas eu não tenho nada com isso.
Whatever.
Só não tenho como ocupar o tempo e as noites começam a angustiar-me por causa das insónias.
Gostei
Vi 3 episódios de uma assentada.
Tinha saudades das séries de época inglesas.
Adoro as intrigas da trupe de empregados e as alianças entre eles e entre estes e os patrões.
Vi 3 episódios de uma assentada.
Tinha saudades das séries de época inglesas.
Adoro as intrigas da trupe de empregados e as alianças entre eles e entre estes e os patrões.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Aquele estranho momento...
... em que cantarolando enquanto cozinhava, o meu silêncio interpretativo quando termino a palavra "stop" (da frase "And each time I do, just the thought of you makes me stop... before I begin" do Y've got you under my skin, versão melódica do Sinatra) coincide com o apitar da bimby a informar que acabara o tempo de cozedura da batata para o puré.
Agora, agora #2
Vou ver o episódio nº 1 de Downton Abbey e ver se é tudo aquilo que já li por esta net "afora".
Blogosfera
Há um nicho de blogs populares.
Para todos os gostos: diários e pessoais, fashion, de aconselhamento (LOL), tudo e mais alguma coisa. Há também os que não são carne nem peixe e apenas wannabe qualquer coisa que nem eles sabem o quê, mas que querem é ser lidos. Há os que são produtos autênticos, que "vendem" produtos e são veículos de propaganda (baaaaaaaaaaah!) a troco de uns perfumes, bugigangas, vernizes, whatever. E há também os haters, os que vivem porque dizem mal dos que não gostam.
Alguns destes blogs ditos pop eu até sigo e acho alguma piada em alguns momentos. Mas tem dias, admito.
O que me incomoda mesmo mesmo mesmo é o nicho de promiscuidade que existe entre esses blogs pop. Ou melhor, as citações, os reenvios de uns para os outros, os posts com comentários aos posts dos outros. E depois parece que está tudo a falar da mesma coisa e um assunto saído de um qualquer post ambíguo, ou descomprometido, ou parvo, ou tosco, ou meramente narcísico torna-se o assunto principal da blogosfera para essa ilha de bloggers e seus seguidores. Eh pá isso a mim cansa-me. Porque os assuntos são quase sempre, de facto, ambíguos, parvos, toscos ou narcísicos.
Para todos os gostos: diários e pessoais, fashion, de aconselhamento (LOL), tudo e mais alguma coisa. Há também os que não são carne nem peixe e apenas wannabe qualquer coisa que nem eles sabem o quê, mas que querem é ser lidos. Há os que são produtos autênticos, que "vendem" produtos e são veículos de propaganda (baaaaaaaaaaah!) a troco de uns perfumes, bugigangas, vernizes, whatever. E há também os haters, os que vivem porque dizem mal dos que não gostam.
Alguns destes blogs ditos pop eu até sigo e acho alguma piada em alguns momentos. Mas tem dias, admito.
O que me incomoda mesmo mesmo mesmo é o nicho de promiscuidade que existe entre esses blogs pop. Ou melhor, as citações, os reenvios de uns para os outros, os posts com comentários aos posts dos outros. E depois parece que está tudo a falar da mesma coisa e um assunto saído de um qualquer post ambíguo, ou descomprometido, ou parvo, ou tosco, ou meramente narcísico torna-se o assunto principal da blogosfera para essa ilha de bloggers e seus seguidores. Eh pá isso a mim cansa-me. Porque os assuntos são quase sempre, de facto, ambíguos, parvos, toscos ou narcísicos.
Já está
O que eu previra aqui em relação ao vizinho cujo envelope da PT eu abri, foi muito mais calmo.
Eu: Desculpe, mas o Sr. chama-se B...?
Vizinho: Sim, sou eu.
Eu: Ah então eu tenho uma carta da PT dirigida a si em meu poder. Tem de ter em atenção porque na morada está de facto "r/c direito" e não "esquerdo" que é o seu lado...
Vizinho: Hummm... Pois, tenho de tratar disso.
Eu: Eu vou buscá-la a casa mas queria pedir-lhe já imensa desculpa porque abri o envelope sem querer, uma vez que li o primeiro nome e julguei tratar-se da minha conta porque o meu marido tem o mesmo nome.
Vizinho: Não faz mal! Ei, na boa...sem stresses!... Obrigadinha!
(ou sou eu estou a ficar velha ou ele de adolescente guna só tem mesmo a linguagem)
Eu: Desculpe, mas o Sr. chama-se B...?
Vizinho: Sim, sou eu.
Eu: Ah então eu tenho uma carta da PT dirigida a si em meu poder. Tem de ter em atenção porque na morada está de facto "r/c direito" e não "esquerdo" que é o seu lado...
Vizinho: Hummm... Pois, tenho de tratar disso.
Eu: Eu vou buscá-la a casa mas queria pedir-lhe já imensa desculpa porque abri o envelope sem querer, uma vez que li o primeiro nome e julguei tratar-se da minha conta porque o meu marido tem o mesmo nome.
Vizinho: Não faz mal! Ei, na boa...sem stresses!... Obrigadinha!
(ou sou eu estou a ficar velha ou ele de adolescente guna só tem mesmo a linguagem)
quarta-feira, 14 de março de 2012
Agora, agora #1
... vou ali formar pueblo e já volto.
Olhando para a cama parece-me bem mais apelativa.
Mas este não é um dilema de uma dona de casa à força.
É mesmo a porra da ética profissional!!
Olhando para a cama parece-me bem mais apelativa.
Mas este não é um dilema de uma dona de casa à força.
É mesmo a porra da ética profissional!!
terça-feira, 13 de março de 2012
Post Nostalgia #6
Tenho saudades da idade da inocência.
Daquela idade em que estamos mais perto de Deus.
Daquela idade em que os papões desapareciam quando a mãe ou o pai ficavam junto a nós.
Daquela idade em que o choro se acalmava num colo.
Daquela idade em que temos o percurso todo pela frente mas nem pensamos nisso, apenas sentimos a existência do momento.
Daquela idade em que estamos mais perto de Deus.
Daquela idade em que os papões desapareciam quando a mãe ou o pai ficavam junto a nós.
Daquela idade em que o choro se acalmava num colo.
Daquela idade em que temos o percurso todo pela frente mas nem pensamos nisso, apenas sentimos a existência do momento.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Não me mandem cartas
Estou farta do carteiro da zona.
Ainda hoje estou à espera da factura de Janeiro da luz. Só não se me escapou porque me lembrei no fim desse mês que a "conta" da luz ainda não tinha vindo e liguei para eles que me deram as referências para pagamento e me disseram que era o último dia. Avisadamente lá me inscrevi na edp online para não ser atraiçoada novamente.
Há dias fui ao correio e tinha um envelope da PT. Olhei e vi escrito o primeiro nome de Mr. Mesmico e vai de abrir a dita. Quando vi que tinha havido uma instalação de MEO Fibra achei estranho. Olhei melhor e não era o resto do nome de Mr. Mesmico (nem me lembrei que na PT sou eu a cliente). Ups, abri correspondência do vizinho (espero que não seja aquele com ar de segurança do by nignt bronco como tudo que responde aos "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite" com um "boas!").
Depois há o cinzeiro do hall do prédio que serve literalmente como depósito de correspondência. Ou seja, é lá que vão parar todas as missivas que vão ter às caixas de correio erradas. E são muitas. Já está lá há semanas uma carta do Hospital Pedro Hispano. Ninguém pegou naquilo. Mas não estava de certeza na caixa correcta.
Hoje o condomínio esteve a colocar novas placas com os andares respectivos. Letra grande, numa chapa bem resistente. Cheira-me que tem a ver com isso. Mas acho que não vai resolver. A menos que o carteiro seja vesgo.
Ainda hoje estou à espera da factura de Janeiro da luz. Só não se me escapou porque me lembrei no fim desse mês que a "conta" da luz ainda não tinha vindo e liguei para eles que me deram as referências para pagamento e me disseram que era o último dia. Avisadamente lá me inscrevi na edp online para não ser atraiçoada novamente.
Há dias fui ao correio e tinha um envelope da PT. Olhei e vi escrito o primeiro nome de Mr. Mesmico e vai de abrir a dita. Quando vi que tinha havido uma instalação de MEO Fibra achei estranho. Olhei melhor e não era o resto do nome de Mr. Mesmico (nem me lembrei que na PT sou eu a cliente). Ups, abri correspondência do vizinho (espero que não seja aquele com ar de segurança do by nignt bronco como tudo que responde aos "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite" com um "boas!").
Depois há o cinzeiro do hall do prédio que serve literalmente como depósito de correspondência. Ou seja, é lá que vão parar todas as missivas que vão ter às caixas de correio erradas. E são muitas. Já está lá há semanas uma carta do Hospital Pedro Hispano. Ninguém pegou naquilo. Mas não estava de certeza na caixa correcta.
Hoje o condomínio esteve a colocar novas placas com os andares respectivos. Letra grande, numa chapa bem resistente. Cheira-me que tem a ver com isso. Mas acho que não vai resolver. A menos que o carteiro seja vesgo.
No andar de cima #2
De vez em quando alguém dos andares de cima deixa cair qualquer coisa aqui no terraço. Roupa principalmente: panos do pó, camisolas interiores, fronhas.
Quando são as senhoras da limpeza que deixam cair vêm cá pedir "se não se importam e peço imensa desculpa pelo incómodo, obrigadinha".
Quando são as donas das casas ninguém cá aparece.
Resumindo: tenho vizinhas de cima snobs e anti-sociais e que devem ser jeitosas como patroas.
Quando são as senhoras da limpeza que deixam cair vêm cá pedir "se não se importam e peço imensa desculpa pelo incómodo, obrigadinha".
Quando são as donas das casas ninguém cá aparece.
Resumindo: tenho vizinhas de cima snobs e anti-sociais e que devem ser jeitosas como patroas.
domingo, 11 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Mesmica foi à baixa #2
Calor. Dia de Verão.
O carro ficou no parque da ex-praça de Lisboa e depois é sempre a descer até aos Loios para ver tecidos. E voltar a subir a Cedofeita. E voltar a descer até aos Aliados e subir de novo ao Bolhão. Continuar por Santa Catarina, subir até perto do Coliseu e voltar a descer até ao Rivoli.Subir pelo Guarany e passar pelo Aviz. Meter pela rua do Clube 3 C e voltar ao parque para abalar para a zona do Cristo Rei, lá para a Marechal!
Isto tudo para dizer: "Porra, estou cansada!"
Mas devo acrescentar: "Mas soube tão bem!", então com a companhia que tive foi ouro sobre azul.
São estes os pequenos prazeres da vida :)
O carro ficou no parque da ex-praça de Lisboa e depois é sempre a descer até aos Loios para ver tecidos. E voltar a subir a Cedofeita. E voltar a descer até aos Aliados e subir de novo ao Bolhão. Continuar por Santa Catarina, subir até perto do Coliseu e voltar a descer até ao Rivoli.Subir pelo Guarany e passar pelo Aviz. Meter pela rua do Clube 3 C e voltar ao parque para abalar para a zona do Cristo Rei, lá para a Marechal!
Isto tudo para dizer: "Porra, estou cansada!"
Mas devo acrescentar: "Mas soube tão bem!", então com a companhia que tive foi ouro sobre azul.
São estes os pequenos prazeres da vida :)
quinta-feira, 8 de março de 2012
Apanha que é ladrão!
Roubaram as nossas bicicletas. A minha e a de Mr. Mesmico.
Estou inconsolável porque hoje, depois da queda aparatosa que tive há ano e meio, ia dar-lhe uso.
Ainda estou para saber como entraram na arrecadação do condomínio (sem estroncamento da porta) e as levaram... Às duas!!!
Estou inconsolável porque hoje, depois da queda aparatosa que tive há ano e meio, ia dar-lhe uso.
Ainda estou para saber como entraram na arrecadação do condomínio (sem estroncamento da porta) e as levaram... Às duas!!!
Patéticos os dias mundiais de seja o que for que não sejam de doenças (pela informação, pela passagem de testemunhos e pela angariação de verbas para o estudo e tratamento das mesmas). E que eu saiba o ser mulher não é uma doença.
Portanto, vamos lá acabar com estas coisas pacóvias, ok?
Hoje é apenas dia 8 de Março.
Portanto, vamos lá acabar com estas coisas pacóvias, ok?
Hoje é apenas dia 8 de Março.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Post nostalgia #5
"Penso muitas vezes no futuro. Não naquele imediato do que vou fazer no dia a seguir, ou mesmo qual a faculdade para a qual irei para o ano. Mas daquele lá mais longínquo. Não sei bem porquê. Como se se conseguisse saber quem serei no futuro pudesse ainda mudar o presente.
Daqui a 20 anos como estarei? Onde estarei? Que profissão terei? Tudo perguntas sem resposta agora. Será que estas questões perdurarão 20 anos e quando olhar para elas vou responder a cada uma delas?"
20 de Março de 1992
Daqui a 20 anos como estarei? Onde estarei? Que profissão terei? Tudo perguntas sem resposta agora. Será que estas questões perdurarão 20 anos e quando olhar para elas vou responder a cada uma delas?"
20 de Março de 1992
terça-feira, 6 de março de 2012
Coisas que detesto #5
Quando as pessoas se apresentam como Dr/ Dra. X (*).
A menos que sejam Asperger.
(*) dependendo da pessoa costumo fazer a piada que o meu primeiro nome é C., a ver se se tocam...
A menos que sejam Asperger.
(*) dependendo da pessoa costumo fazer a piada que o meu primeiro nome é C., a ver se se tocam...
A voz às crianças #4
F.: quando eras pequena querias ser assim?
Eu: assim como?
F.: assim como tu és agora!... vestires-te assim com saltos altos "à mãe" e com as unhas pintadas, e depois teres que te sentares no chão a brincar comigo
F.
Sexo masculino
8 anos e meio
Cognome: F., o astuto
Eu: assim como?
F.: assim como tu és agora!... vestires-te assim com saltos altos "à mãe" e com as unhas pintadas, e depois teres que te sentares no chão a brincar comigo
F.
Sexo masculino
8 anos e meio
Cognome: F., o astuto
Manias #8
Ver as horas no telemóvel e marimbar-me literalmente para o relógio de pulso. Mero acessório. Até pode andar sem pilhas que nem percebo!
No supermercado #4
Eu: queria 200 gramas de fiambre por favor?
Sra. Funcionária: só?
Eu: sim.
Sra. Funcionária: mas só?
Eu: siiiiiim.
Sra.Funcionária olha-me com cara inquisidora como quem não está satisfeita com a resposta.
Eu (respiro fundo): Sim, só quero fiambre. E sim, só quero 200 gramas.
Sra.Funcionária (sorri): nada como termos tudo esclarecido desde o início.
Gosto pouco de pessoas com a mania que têm piada.
Sra. Funcionária: só?
Eu: sim.
Sra. Funcionária: mas só?
Eu: siiiiiim.
Sra.Funcionária olha-me com cara inquisidora como quem não está satisfeita com a resposta.
Eu (respiro fundo): Sim, só quero fiambre. E sim, só quero 200 gramas.
Sra.Funcionária (sorri): nada como termos tudo esclarecido desde o início.
Gosto pouco de pessoas com a mania que têm piada.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Touchè #2
Ele: apetecia-me ir embora.
Ela: e então porque não vais?
Ele: porque a ti não te apetece que me vá.
Ela: e então porque não vais?
Ele: porque a ti não te apetece que me vá.
Quando era miúda queria... #2
... ter cabelo comprido. E liso.
Agora apanho-me algumas vezes com saudades dos meus caracóis bem formados.
Agora apanho-me algumas vezes com saudades dos meus caracóis bem formados.
Coisas que detesto #4
Ter expectativas.
Detesto. Bastante.
Mas detesto mais quando sei que não as devia ter, "capacito-me" que desta vez não vou esperar nada e caio na "esparrela" de me desiludir... over, and over.
Detesto. Bastante.
Mas detesto mais quando sei que não as devia ter, "capacito-me" que desta vez não vou esperar nada e caio na "esparrela" de me desiludir... over, and over.
Segunda feira
Não tem o impacto de outrora. Infelizmente, diria eu.
Sendo na mesma dia de trabalho, no geral, é a meio gás.
No entanto, as últimas segundas não têm sido muito boas.
Não sei se é por isso que hoje me sinto angustiada.
Nem sei se me sinto angustiada por fisicamente não me sentir muito bem.
Nem sei se o fisicamente não me sentir bem não se prenderá com o estar angustiada.
Só sei que é segunda-feira e eu não me sinto muito bem.
Preferia quando era segunda-feira e "apenas" me custava porque era uma nova semana de trabalho.
Sendo na mesma dia de trabalho, no geral, é a meio gás.
No entanto, as últimas segundas não têm sido muito boas.
Não sei se é por isso que hoje me sinto angustiada.
Nem sei se me sinto angustiada por fisicamente não me sentir muito bem.
Nem sei se o fisicamente não me sentir bem não se prenderá com o estar angustiada.
Só sei que é segunda-feira e eu não me sinto muito bem.
Preferia quando era segunda-feira e "apenas" me custava porque era uma nova semana de trabalho.
domingo, 4 de março de 2012
All Cats Have Asperger Syndrome #4
Manias.
Todos os gatos têm. Manias que se tornam rotinas.
A da Maria Mia é beber água do bidé. Aproveita que alguém vai à casa de banho, salta para lá, senta-se, olha para nós e mia, olhando depois fixamente para a torneira e controlando ao mesmo tempo os nossos movimentos.
Esta imagem representa bem o teatro que faz quando não consegue antecipar os nossos passos (em geral chega antes de nós à casa de banho e já lá está à espera quando entramos, ou então à porta) e tenta a todo o custo entrar por lá "adentro", como um animal em fúria!
Todos os gatos têm. Manias que se tornam rotinas.
A da Maria Mia é beber água do bidé. Aproveita que alguém vai à casa de banho, salta para lá, senta-se, olha para nós e mia, olhando depois fixamente para a torneira e controlando ao mesmo tempo os nossos movimentos.
Esta imagem representa bem o teatro que faz quando não consegue antecipar os nossos passos (em geral chega antes de nós à casa de banho e já lá está à espera quando entramos, ou então à porta) e tenta a todo o custo entrar por lá "adentro", como um animal em fúria!
No supermercado #3
Sra.1: Olha, como era a música daqui? Nunca mais ouvi na tv o reclame.
Sra.2: Não vês que eles agora mandam o dinheiro para a Holanda?
Sra.1: E então? Não têm para fazer reclames?
Sra.2: Se calhar não... devem gastar tudo em portes*.
(*não disse bem isso... apenas uma palavra ininteligível, mas era certamente esta que queria dizer. Disse qualquer coisa como "saportes")
Sra.2: Não vês que eles agora mandam o dinheiro para a Holanda?
Sra.1: E então? Não têm para fazer reclames?
Sra.2: Se calhar não... devem gastar tudo em portes*.
(*não disse bem isso... apenas uma palavra ininteligível, mas era certamente esta que queria dizer. Disse qualquer coisa como "saportes")
sábado, 3 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Short Message Service #33
Confirma-se: um pau de vassoura no banco do FCP serve.
Pró ano vamos conter as despesas, sim Sr. Presidente?
Nada de contratar treinador principal! Assim fica-se com o dinheirito para contratar bons jogadores, ok?
Pró ano vamos conter as despesas, sim Sr. Presidente?
Nada de contratar treinador principal! Assim fica-se com o dinheirito para contratar bons jogadores, ok?
quinta-feira, 1 de março de 2012
Dilemas de uma doméstica à força #1
Chegar a casa depois de uma ida sempre agradável a entidades estatais.
Vestir roupa confortável de andar por casa, desgrenhar o cabelo, calçar pantufas.
Colocar uma máquina de roupa de cor a lavar (ora bem, aproveitar antes que venha chuva; logo a comida vai ser a vapor não há cá cheiros que se entranhem mesmo com a porta da lavandaria fechada; junto à roupa que está para passar e já gasto menos energia passando tudo de uma vez -raios mais o ferro de caldeira e os seus gastos, não obstante a eficácia da coisa!).
Sentar-me em frente ao computador para começar a organizar coisas de trabalho que tenho pendentes, pagar contas, entre outras coisas.
Rabo instalado mensagem recebida: "o seu equipamento está pronto e pode vir levantá-lo blá, blá, blá..."
Raios e coriscos.
Vestir roupa confortável de andar por casa, desgrenhar o cabelo, calçar pantufas.
Colocar uma máquina de roupa de cor a lavar (ora bem, aproveitar antes que venha chuva; logo a comida vai ser a vapor não há cá cheiros que se entranhem mesmo com a porta da lavandaria fechada; junto à roupa que está para passar e já gasto menos energia passando tudo de uma vez -raios mais o ferro de caldeira e os seus gastos, não obstante a eficácia da coisa!).
Sentar-me em frente ao computador para começar a organizar coisas de trabalho que tenho pendentes, pagar contas, entre outras coisas.
Rabo instalado mensagem recebida: "o seu equipamento está pronto e pode vir levantá-lo blá, blá, blá..."
Raios e coriscos.
Hoje vou escrever sobre Deus... mas mais logo
Agora tenho de ir aturar os ditos funcionários públicos mal-encarados e lixados com a vida, que gostam de sonegar informação e pôr a malta em sarilhos.
Ufa!
Ufa!
Já tenho de pôr gasolina outra vez?
Nem há uma semana pus gasolina (ok, não atestei o depósito, mas ficou com 75% dele) e agora já tenho de voltar a atestar o bicho?!
O pior é que gastei parte dele em deslocações da treta (mas em zonas de trânsito furioso) para ouvir funcionários públicos mal encarados e que não explicam as devidas situações aos utentes!!!!
Bah!
O pior é que gastei parte dele em deslocações da treta (mas em zonas de trânsito furioso) para ouvir funcionários públicos mal encarados e que não explicam as devidas situações aos utentes!!!!
Bah!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Dicionário da Mesmica #2
biltre
(francês bélître, mendigo)
adj. 2 g. s. 2 g.
(francês bélître, mendigo)
Que ou quem é desprezível.
Na frase: "Os órgãos do estado são uns biltres e contribuem para a passividade do povo através da desinformação e assim o ultrajar para disso poderem beneficiar."
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Fases complicadas
Parece que acontecem as coisas todas ao mesmo tempo.
Tudo o que tem que ver com emprego, despesas, contribuições.
Estou farta. Estou cansada. Só me apetece desaparecer.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Como é que eu sei que o meu homem é psicologicamente saudável #1
Exorciza os seus desalentos futebolísticos (eheheheheheheh) através do humor, do photoshop ou na criação de memes.
Memória selectiva
Até me tenho portado bem.
Duas grandes caminhadas em dois dias seguidos.
[Depois lembro-me que em dois dias emborquei um Cadbury. Inteirinho. Só eu. No bucho. Para não falar do bolo de mousse de chocolate.]
Duas grandes caminhadas em dois dias seguidos.
[Depois lembro-me que em dois dias emborquei um Cadbury. Inteirinho. Só eu. No bucho. Para não falar do bolo de mousse de chocolate.]
Coisas que se descobrem a fazer zaping #1
1. Que existe uma equipa de andebol que se chama "Xico Andebol".
2. Que existe manteiga de trufa.
3. Que o "Pai À Força" é brindado com alta definição na RTP1HD.
4. Que existe uma 6ª "Academia de Polícia".
5. Que tenho os seguintes canais: ucraniano, russo, romeno, búlgaro, chinês.
2. Que existe manteiga de trufa.
3. Que o "Pai À Força" é brindado com alta definição na RTP1HD.
4. Que existe uma 6ª "Academia de Polícia".
5. Que tenho os seguintes canais: ucraniano, russo, romeno, búlgaro, chinês.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
No andar de cima #1
No andar cá em cima vive uma família: um casal e um filho, rapaz.
A mãe usa sapatos de salto durante todo o dia, desde as sete da manhã. E grita muito. Com o filho. Com o marido. Com a vida. Aquela cara nunca me enganou sempre que nos cruzámos na garagem. Se há uma mulher de mal com a vida neste prédio não sou eu. Como ela tem emprego e alto carrão (melhor do que o do homem, diga-se!), ou aquilo é feitio ou então algo na vida daquela senhora não anda mesmo bem.
O pai só se ouve quando há discussões e se vitimiza "tratas-me como um cão" ou "queres que me vá embora é?".
A mãe usa sapatos de salto durante todo o dia, desde as sete da manhã. E grita muito. Com o filho. Com o marido. Com a vida. Aquela cara nunca me enganou sempre que nos cruzámos na garagem. Se há uma mulher de mal com a vida neste prédio não sou eu. Como ela tem emprego e alto carrão (melhor do que o do homem, diga-se!), ou aquilo é feitio ou então algo na vida daquela senhora não anda mesmo bem.
O pai só se ouve quando há discussões e se vitimiza "tratas-me como um cão" ou "queres que me vá embora é?".
O puto deve ter cerca de 10 anos porque só justifico andar a tocar flauta a toda a hora como se não houvesse amanhã, por ter entrado no 5º ano e ainda andar entusiasmado com a coisa (começou este ano lectivo). Também faz algum barulho. Principalmente quando anda a correr qual cavalo selvagem pela casa toda. Quer dizer, pela casa toda não será. É mesmo aqui em cima da sala de estar onde me encontro.
Isto tudo porque agora há uma festarola lá em cima, andam a correr à bruta, falam alto e não me parece que estejam a festejar o empate do benfica...
No supermercado #2
Junto dos legumes
Estou eu a escolher uns brócolos e ouço uma conversa entre duas senhoras (presumivelmente irmãs):
1ª: Que dizes? Levo duas courgettes?
2ª: Já sabes que não gosto, mas faz o que quiseres.
1ª: Ok, levo duas courgettes e um pepino, pronto.
Metacomunicação é o que é.
É para nem tentar perceber.
Estou eu a escolher uns brócolos e ouço uma conversa entre duas senhoras (presumivelmente irmãs):
1ª: Que dizes? Levo duas courgettes?
2ª: Já sabes que não gosto, mas faz o que quiseres.
1ª: Ok, levo duas courgettes e um pepino, pronto.
Metacomunicação é o que é.
É para nem tentar perceber.
Manias #6
Assim que escurece lá fora, mesmo escuro, com candeeiros de rua acesos, fecho as persianas.
Mas só no Inverno.
Mas só no Inverno.
Coisas que detesto #3
Filas de supermercado. Aquelas com que nos deparamos muitas vezes nas caixas, para pagar.
All Cats Have Asperger Syndrome #3
Ou então mesmo em cima da nossa almofada, ao lado da nossa cabeça, com o rabo bem encostado ao nosso nariz.
Damn it #10
Um simples leitor de cartão de cidadão cuja existência eu desconhecia há uma semana está esgotado na Worten e Vobis.
Esgotado.
Há coisas que me intrigam.
Ou este país tem muito profissional independente a bater perna por aí.
Esgotado.
Há coisas que me intrigam.
Ou este país tem muito profissional independente a bater perna por aí.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Post nostalgia #4
Hoje de manhã ao ver o facebook encontrei uma "declaração de amor" de uma pessoa muito especial. Uma declaração de amor à família, aos entes queridos que partem e nos deixam coisas boas e que continuam a iluminar as nossas vidas através das suas memórias, do que deixaram dentro de nós na nossa personalidade, no nosso sorriso, no nosso choro, no que somos.
Felizmente não perdi muitos entes queridos ao longo da minha vida. Pelo menos daqueles muito próximos. A perda há sete anos de uma tia materna e de um primo, filho dessa tia, foi um choque para a família. Para mim. Para a minha mãe, que perdeu a sua irmã mais velha, a sua segunda mãe.
Os meus avós maternos não conheci e estão dentro de mim através do que a minha mãe é e das suas próprias memórias emocionadas quando fala deles. Perdeu a mãe com 15 anos. O pai morreu dois meses antes de eu nascer. Momentos difíceis. Nunca conheci bisavós deste lado da família.
Do lado paterno ainda tenho avó, bem velhinha já. E envelheceu em dois anos. Assim, de repente. Olho para ela e vejo a apagar-se. No entanto, pela personalidade, pelo que foi, pelo que deu aos outros, não é aquela pessoa que marca a família. Pelo menos não da forma mais positiva. Mas reconheço-lhe contudo características boas. Que me deixam vaidosa. Mulher forte, não se deixava abalar. Em momentos de crise punha a mão na anca e levava tudo à sua frente. Numa semana perdeu mãe e marido. Difícil. Muito. Nem quero imaginar. Forte. Mas pobre de afectos... filha de uma bisavó afectiva. Há coisas que não se percebem. Lembro pouco dessa bisavó.
Depois há o avô paterno. Tinha 5 anos quando ele morreu mas as memórias ficam para a vida. As memórias que tenho dele. As memórias que o meu pai, filho, vai perpetuando em mim. As memórias que a minha mãe vai perpetuando em mim (amava o sogro como a um pai, tenho a certeza disso). E os meus tios. Diria que o meu avô ainda hoje faz parte das nossas vidas. Dos filhos e dos netos. É um marco na nossa vida. Mesmo da neta que quando ele morreu tinha dois anos. Depois da morte dele não nasceram mais netos. Conheceu-os a todos. Eu fui a primeira rapariga, menina dos olhos dele. Lembro-me dele apoiada em fotos, em testemunhos de outrém, em memórias difusas dele com um riso malandro e peculiar a dar-me sugos e eu a agarrar-me às pernas dele (chiça, ainda me emociono a lembrar e a escrever isto). Entre a família ele é inatingível. Ele e a sua mãe, a "avó velhinha" de quem bem me lembro e que sobreviveu dois anos ao filho e isso terá sido demais para ela. São aquelas duas pessoas especiais porque são transversais às memórias de todos. Filhos e netos.
Ocorre-me muitas vezes o que teria acontecido se vivesse mais anos. E tenho medo do que penso. Tenho medo de pensar que quando as pessoas morrem na nossa idade da inocência são sempre boas. Cristalizamos ali nas nossas memórias delas. Depois lembro-me do que o meu pai e tios falam acerca do pai e sossego.E sinto falta. Muita. Daquele avô, o meu "bu Zé". E dou por mim a pensar que ele tinha tanto amor para dar que o coração dele não aguentou.
Felizmente não perdi muitos entes queridos ao longo da minha vida. Pelo menos daqueles muito próximos. A perda há sete anos de uma tia materna e de um primo, filho dessa tia, foi um choque para a família. Para mim. Para a minha mãe, que perdeu a sua irmã mais velha, a sua segunda mãe.
Os meus avós maternos não conheci e estão dentro de mim através do que a minha mãe é e das suas próprias memórias emocionadas quando fala deles. Perdeu a mãe com 15 anos. O pai morreu dois meses antes de eu nascer. Momentos difíceis. Nunca conheci bisavós deste lado da família.
Do lado paterno ainda tenho avó, bem velhinha já. E envelheceu em dois anos. Assim, de repente. Olho para ela e vejo a apagar-se. No entanto, pela personalidade, pelo que foi, pelo que deu aos outros, não é aquela pessoa que marca a família. Pelo menos não da forma mais positiva. Mas reconheço-lhe contudo características boas. Que me deixam vaidosa. Mulher forte, não se deixava abalar. Em momentos de crise punha a mão na anca e levava tudo à sua frente. Numa semana perdeu mãe e marido. Difícil. Muito. Nem quero imaginar. Forte. Mas pobre de afectos... filha de uma bisavó afectiva. Há coisas que não se percebem. Lembro pouco dessa bisavó.
Depois há o avô paterno. Tinha 5 anos quando ele morreu mas as memórias ficam para a vida. As memórias que tenho dele. As memórias que o meu pai, filho, vai perpetuando em mim. As memórias que a minha mãe vai perpetuando em mim (amava o sogro como a um pai, tenho a certeza disso). E os meus tios. Diria que o meu avô ainda hoje faz parte das nossas vidas. Dos filhos e dos netos. É um marco na nossa vida. Mesmo da neta que quando ele morreu tinha dois anos. Depois da morte dele não nasceram mais netos. Conheceu-os a todos. Eu fui a primeira rapariga, menina dos olhos dele. Lembro-me dele apoiada em fotos, em testemunhos de outrém, em memórias difusas dele com um riso malandro e peculiar a dar-me sugos e eu a agarrar-me às pernas dele (chiça, ainda me emociono a lembrar e a escrever isto). Entre a família ele é inatingível. Ele e a sua mãe, a "avó velhinha" de quem bem me lembro e que sobreviveu dois anos ao filho e isso terá sido demais para ela. São aquelas duas pessoas especiais porque são transversais às memórias de todos. Filhos e netos.
Ocorre-me muitas vezes o que teria acontecido se vivesse mais anos. E tenho medo do que penso. Tenho medo de pensar que quando as pessoas morrem na nossa idade da inocência são sempre boas. Cristalizamos ali nas nossas memórias delas. Depois lembro-me do que o meu pai e tios falam acerca do pai e sossego.E sinto falta. Muita. Daquele avô, o meu "bu Zé". E dou por mim a pensar que ele tinha tanto amor para dar que o coração dele não aguentou.
PlayList #17 ou Parabéns Pablo Milanès
Pablo Milanés (Bayamo, 24 de Fevereiro de 1943)
(a qualidade vídeo é péssima, mas a música vale tanto a pena...)
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Olha, é a minha cara! #9
Carolina Herrera Primavera/ Verão 2012
(Estes são só alguns, mas a maior parte é a minha cara. E o que não é a minha cara, é giro na mesma... Ai, que perdição... É ver com os próprios olhinhos. Aqui: Moda. CH Carolina Herrera. Colecções. Enjoy!)
Porque nunca iria ao Elo mais Fraco ou a qualquer um destes concursos:
- não sou telegénica;
- não gosto de me expor;
- sentiria uma vergonha imensa se, com os nervos, não dissesse que o género literário pelo qual ficou conhecido o Vinicius de Moraes era a poesia (ou coisas do género);
- porque já me bastam as minhas feridas narcísicas e não quero mais nenhuma de momento;
- porque tenho mau perder;
- não gosto de expor as coisas em que sou ignorante.
- não gosto de me expor;
- sentiria uma vergonha imensa se, com os nervos, não dissesse que o género literário pelo qual ficou conhecido o Vinicius de Moraes era a poesia (ou coisas do género);
- porque já me bastam as minhas feridas narcísicas e não quero mais nenhuma de momento;
- porque tenho mau perder;
- não gosto de expor as coisas em que sou ignorante.
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