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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Diagnóstico by Blogger Adviser: problemas respiratórios.

Recebi um e-mail. De uma entendida na matéria. Diz-se. Até elogiou algumas coisas, mas o que queria mesmo era dar-me conselhos. Transcrevo parte do texto da "entendida":


"(...)Há dias que escreve muito no blog. Tem de deixar os posts "respirar", um de vez em quando. Mesmo que tenha muitas ideias, escreve-as e deixe-as em rascunho, para aqueles dias que não terá paciência ou tempo para o fazer. (...) É por isso que ninguém comenta. Nem sabem por onde começar e desistem. (...) O ideal é postar todos os dias um post que gere polémica, tenha ou não a ver com opiniões pessoais. Pode ancorar nesse um só musical ou de fotos. Mas aqueles em que escreve deve deixá-lo um ou dois dias. Mais do que isso também não porque as pessoas deixam de "aparecer" e acabam por perdê-lo entre as centenas de outros que lêem por dia.(...) A publicidade ideal é deixar comentários interessantes com o seu link e o seu perfil em blogs de grandes audiências. Quanto mais melhores. Acaba-se sempre por aparecer um e outro, e os outros puxam outros e pronto.(...)"


Agradeço já de antemão à alma que está preocupada com as audiências do meu blog. Eu não estou. Nunca estive e provavelmente nunca virei a estar. E não gosto de publicitar nada. Não gosto de vender "produtos". Apenas partilho com o "meu" povo do FB porque me apetece... até um dia também. Sou daqueles seres estranhos que gosto mais que o pessoal que possa comentar faça parte do "meu" povo, para saber com quem estou a lidar, para usar à força toda private jokes, porque sim. 
Tudo entendidinho?
Grata!


Nota: Custa-me ainda imaginar que alguém consiga mesmo ler "centenas" de blogs diariamente, mas isso sou eu que mesmo estando sem trabalho fixo e tendo mais tempo livre não o faço! 

Pirosices #2

Usar mala de marca made in feira com a altivez de a ter comprado na 5ª Avenida.
Não tenho nada contra comprar malas de marca na feira. Há boas imitações, dizem-me. Agora não ponham é o ar de que são chiquérrimas e a adquiriram na última viagem a NY (nem que tenham sido nos meandros escondidos de China Town). Ou Paris. Ou Milão. Ou numa ida à Fashion Clinic. Ou à Avenida da Liberdade. (ok, já perceberam, certo?). Porque há sempre quem perceba da poda e vos ache pirosas :)
Eu pessoalmente prefiro ter uma mala da Massimo Dutti, Zara ou Parfois que goste do que imitações.
Mas isso sou eu, que tenho Furlas, Carolinas Herreras e Pierre Cardins originais todas oferecidas por Mr. Mesmico.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu sublinhava. E comentava.

Noutro dia andei a arrumar os livros e a arranjar um sítio de leitura num cantinho cá da sala. Ainda ninguém se sentou lá no puff. Mas adiante.
Ia abrindo alguns livros que já lera, a ver se me lembrava da história, ou quando lembrava, para ver se inadvertidamente e por mão de santa engrácia o abria numa página com uma frase forte, daquelas que na altura gostaríamos de lembrar para todo o sempre e poder dizê-la em determinadas situações para brilhar mas como não somos a wikiquote não conseguimos.
Abri um. Todo sublinhado. Vícios de outros tempos. Sublinhado e comentado. Agora não sublinho nem comento. Não sei porquê. Até porque gosto de sublinhar (Tenho o "Toda a Mafada" do Quinho com setinhas nas tiras que mais gostei). E gosto de pegar em livros sublinhados por mim.
Comecei a ler os sublinhados. Nada. Não me faziam lembrar nada.
Estou a reler o livro e a tentar perceber porque é que na altura aquilo terá "batido" tanto ao ponto de página sim-página sim andar a sublinhar frases. Algumas que já li nem sei porque as sublinhei. Devia ter comentado (aaaaaaaaaaah! é para isso que servem os comentários que faço, claro!).
Seja como for, o livro é Todas as Almas, de Javier Marías. Não abona muito a favor do livro o prefácio ser do Lobo Antunes. Mas agora o mal está feito. Recomecei a lê-lo. A ver no que dá.

Não sei se esta mulher é certa...

... mas tem o blog certo.
Gosto do ar clean.
Gosto das mensagens telegráficas.
Gosto de tudo. 
Daí a publicidade.
Que não é bem publicidade.
É só porque me apetece. 
Eu não gosto de publicitar blogs.
Eu não gosto que publicitem o meu.


Vai para a etiqueta "Mesmica gosta".

Busted

Manias #2

Desapertar o cinto do carro quando vou estacionar ou quando estou a entrar na rampa para a garagem. 
Mesmo ficando sempre furiosa quando ouço o som estridente correspondente ao estar sem cinto.

No supermercado #1

Um casal com cerca de 50 e tal anos parado num corredor.
Ela: Olha lá, quais foram aqueles chocolates que levaste no outro dia?
Ele: Ora deixa cá ver... Foram estes, não foram? (indica um da marca Cadbury)
Ela: Não foi nada, que o envelope não era azul
Ele: Foi, foi. E isso não é azul, é roxo.
Ela: Pois, foi um chocolate com papel roxo.
Ele: Então, é esse!
Ela: Não. Este é azul.
Ele: É roxo, foi este. (exalta-se) Então não havia de me lembrar qual o chocolate que levei?
Ela: Este não foi que é azul.
Ele: Ó mulher, pega num qualquer e vem mas é embora que às cinco dá o benfica e ainda temos de ir buscar a D. (suponho que uma neta).
Ela: Não, não quero igual ao que levaste porque não gostei. Tinha passas.
(Ele olha-a de lado com cara de poucos amigos e desanda dali para fora)
Ela dirige-se a mim: Ó menina, isto aqui é azul ou roxo?
Para mim era roxo. Disse-o. Ela murmurou qualquer coisa que não percebi. 
Pegou num vermelho. Tinha passas.


Eu sabia que não devia ter entrado no corredor dos chocolates.

A voz às crianças #3



 Eu: O que é uma ilha?
  V: É assim um pico... muito alto, tão alto que não chegas lá... e queres saber um segredo? Shiuuuuuu... Anda a boiar na água... 
(segue-se um amplo sorriso)




V.
Sexo Masculino
6 anos
Cognome: V., o Sabichão

Olha, é a minha cara! #7







Massimo Dutti, Coleção Primaver/ Verão 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Acontecimentos

Primeiro magoam-nos ao dizer que a culpa é nossa.
Depois dizem-nos que acaba ali a conversa porque já estamos em modo "alterado".
Depois amuam.
Depois parece que estão a fazer um frete, quando um dia depois queremos mimá-los.


Por fim temos uma epifania.

Manias #1

Conduzir com a mão esquerda por baixo da perna. Quando está muito frio.

Short Message Service #27

Com que então hoje já havia aipo no PD, não é?
Hoje que não precisava.
Trouxe. À cautela.

PlayList #13 ou This is not a Valentine's song

Short Message Service #26

Depois de anunciada a entrada de Sá Pinto para o Sporting, o FCP contra-ataca e integra Paulinho Santos na equipa técnica.

Estou com desejos de... #5

Viajar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Hoje estava bem era #2

Nos antípodas.
Ou seja, na Nova Zelândia.

Decisões para 2012 #4

Não partilhar com seres cujo genótipo tem um y:
- desânimos,
- dúvidas existenciais, 
- tristezas, 
- desesperanças,
- injustiças sentidas na pele,
-...
- sentimentos, vá.

Passei-me da cabeça

Comprei um verniz verde-água.
Achavam que a loucura acabava aqui?
Estou a usá-lo.

A todos os brasileiros que me visitam:

Porque raios só se interessam pelo link "E as 33 razões para casar com um engenheiro, hein?"?
Acham que não tenho mais nada de interessante para dizer ao mundo?
E isso de partilharem nos vossos facebooks o link também não tem piada nenhuma.
Pelo menos podiam avisar-me e eu fazia a tradução para a vossa língua e a vossa realidade. Não me custava nada!


Olha, grande ideia. Vou fazer uma nova versão em brasileiro e depois vou ver qual o link com mais "saída".










Eh pá, tenho mesmo que arranjar emprego.

A propósito de amanhã ser dia 14 de Fevereiro...

...logo, dia dos namorados e isso, tenho uma proposta a fazer:
porque não instituir o dia 13 de Fevereiro como o dos Forever Alone?*




* note-se que uma pessoa podia festejar os dois dias: conhecer alguém nos festejos da foverer_alonezice, tornarem-se namorados (por estes dias é tudo tão instantâneo porque não um namoro?) e festejar logo a seguir o dia dos namorados. 

Estava aqui a pensar....

Depois de ler muitos mais blogs nos últimos tempos (situação oblige) cada vez me convenço mais que há bloggers que só o são porque precisam do reconhecimento dos outros, que lhes digam o quão bem pensam, o quão bom gosto têm, do quão bom sentido de humor são possuidores, etc.
Agora vou ali analisar-me a ver que tipo de pessoa com blog (não blogger, que não pretendo sequer ser profissional da coisa... e o meu passado com blogs bem o comprova :) ) eu sou.

Vou almoçar ao chinês

Mr. Mesmico: Anda, veste-te. Vamos almoçar ao chinês.
Mesmica: Ã? Eu faço o almoço, não vamos nada.
Mr. Mesmico: Não fazes nada o almoço. Anda, vamos ao chinês. Apetece-me.




Short Message Service #25

Sinto o meu coração, a minha esperança, a minha vontade, a minha motivação, o meu bem-estar, o meu optimismo, a minha auto-estima a definharem por não ter um emprego verdadeiro. 
Há nove anos também não tinha mas não me sentia assim.
Tenho mais habilitações. Tenho mais experiência. Tenho muitas mais pessoas a admirarem o meu trabalho.
E isso tudo não me serve de nada.
Estou triste.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

PlayList #12


Gal Costa a cantar uma das minhas músicas favoritas do Chico Buarque :)

Mesmica & Bimby #2

Como não me apetece estar na net, quero guardar o livro para mais logo e não me seduz nada na tv, e enquanto Mr.Mesmico se encontra ali deitado no sofá vou preparar-lhe uma surpresa para o lanche daqui a nada :)
Vou fazer um bolo da Bimby e inventar. A base é a receita do bolo de iogurte, mas eu cá vou pôr-me a juntar um iogurte com aroma de coco, chocolate, coco ralado e raspa de laranja. A ver como sai.

Porque com este frio a lareira é rainha...











Mais aqui.

Damn it #8

Levar earmuffs para ir ao Pingo Doce do bairro.
Combinar via fb com uma amiga que lhe ligaria do telemóvel quando estivesse na caminhada para o dito.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A propósito da mudança no blog...

Chiça, que sou mesmo inconstante!

Short Message Service #24

Não esquecer ir amanhã de manhã ao Pingo Doce do bairro, passe a publicidade.
O risotto de alheira programado para o almoço de amanhã, calhava bem com umas folhinhas de aipo.

Perdições #4

I love you coffee;
you make me glow. 
You make me smile. 
I love you so. 
My nerves don’t like you, 
but what do they know?

By Garfield

A voz às crianças #2

B:  Já sei! Vamos procurar uma coisa! (vai remexendo na caixa de brinquedos do consultório)
Eu: O que vamos procurar?
B: Ainda não sei. Mas vamos procurar!
Eu: Hummm... Ok.
(Remexemos ambas na caixa e nos brinquedos)
B: Sabes porque vamos procurar? Porque é bom quando encontramos alguma coisa...


B. 
Sexo Feminino
7 anos
Cognome: 1. B, a Exploradora
                   2. B, a (futura) Psicóloga*

*ou como uma criança interfere directamente com a interpretação que se seguia na psicoterapia

Story of my life nowadays

Post nostalgia #3

Ai que eu era tão esperta em 2008.
A sério. É só ler aqui.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A sabedoria dos clássicos #1

"A natureza, ao fazer-nos crescer, não só nos favorece em forças e tamanho, mas, à medida que o tempo vai passando, dilata com ele o espaço interno da inteligência e da alma." 


Hamlet
Cena III, Ato I

A/c do Sr. Ministro da Saúde

Exmº Sr Ministro da Saúde
Dr. Paulo Macedo,

O meu nome é C.F, mas para o Sr. sou o processo nºxxxx de 2011, com um pedido de contratação da minha anterior entidade patronal e que, tanto quanto fui informada, repousa no seu Gabinete desde o dia 2 de Agosto de 2011.
Longe de mim querer ser piegas nesta missiva e dar ainda mais motivos ao seu chefe, Sr. Primeiro-Ministro, para continuar a “insultar” o povo português onde me incluo. No entanto, serve a presente para lhe dar conta da minha história profissional recente, já que um número de processo é apenas isso, um número.
Ora bem, há cerca de 11 anos concorri a um dos 16 lugares que na altura abriram para a carreira de técnico superior de saúde do ramo de Psicologia Clínica. Este foi o último concurso para esse efeito no nosso país, como se poderá informar. Fi-lo porque acabara o curso em 1998 e ansiava ter mais especialização, maior capacidade técnica e, sobretudo, continuar a minha vida laboral em contexto apoiado que continuasse a fomentar o estudo, a dúvida metódica, o ultrapassar de limites. Sabia que era difícil fazer parte desses 16, quando saiu uma lista de pessoas que seriam chamadas à entrevista. Continuei a minha vida laboral, procurando pelos meus meios conhecer, estudar, aprender ainda mais. A custo zero para o Ministério da Saúde. Em 2003 fui chamada a uma entrevista no Hospital Júlio de Matos. Devo confessar-lhe que estive para não ir e pensei tratar-se de um engano. Nessa altura pensava que o processo tinha “morrido” e que já não seguiria. Só numa segunda leitura, mais atenta, à convocatória é que associei à candidatura efectuada dois anos antes. Fui, a minhas expensas, num dia de Março de 2003 a Lisboa. Sou do Porto.
Continuei a seguir o meu percurso profissional. Cheguei a desviar-me da psicologia por sentir que me faltava alguma coisa, porque estava desiludida, porque sentia que podia mais mas era sempre travada por alguma coisa. Uma das coisas pelas quais tinha sido travada então tinha sido uma reunião com o director do hospital onde na altura trabalhava. Ele fora peremptório: nós não temos lugar de quadro para psicólogos clínicos. E eu não era psicóloga clínica. Faltava-me a especialização. A tal que eu concorrera mas da qual não soube mais nada. Nessa altura resolvi sair, bater com a porta. Não apenas ao local onde estava, mas principalmente à minha prostração até então, à espera não sei propriamente do quê. Nessa altura ingressei no mundo da comunicação social. Momentos bons esses. Aprendi muitas coisas. Aprendi sobretudo que se pode trabalhar longe de “títulos”, de egos insuflados, de hierarquias (ou com hierarquias horizontais em que todos participam no processo de criação do serviço que prestam).
Até que em 2005, no Verão, recebo uma nova carta da ACSS dando-me conta que deveria escolher por ordem de preferência, entre a lista que me apresentavam, os locais onde quereria fazer a dita especialidade, a tal do concurso de 2001. Novamente fiquei surpreendida. Liguei para a ACSS, informei-me. Dizem-me que enviaram essas cartas para os primeiros 80 candidatos e que poderia ver a minha classificação no DR X. Pois, era a 15ª. Ou seja, se eram 16 os lugares, eu já estava directamente colocada. Fiz as escolhas, sempre na dúvida, sempre com o meu coração dividido se deveria fazer aquilo. Olhei para trás, para o curso, para os anos de voluntariado e pensei que devia isso a mim mesma. Aceitei. Em Dezembro de 2005 fui colocada no extinto Hospital Pediátrico Maria Pia no Porto. A minha opção foi também consciente e tive sorte de ter sido colocada na minha primeira escolha. Neste intervalo, desde 2001 e até 2005, concorri ainda a um processo de equiparação ao estágio de carreira. Foi-me  negada a mesma porque não tinha, segundo os júris, a devida experiência em avaliação e intervenção de crianças e adolescentes. Assim, face às opções, decidi escolher aquela que me poderia providenciar a minha lacuna profissional à data.
Não vou falar-lhe do processo do estágio/ internato. Deveria, para o Sr. Ministro dar-se conta dos maus profissionais que grassam por estes serviços afora: com más práticas, más formações, maus companheirismos. Mas não é isso que me faz escrever-lhe esta carta.
Terminei o “internato”, a “especialização”, o que quer que lhe queira chamar, visto que estágio de carreira não será, visto estarem estas congeladas ao nível da função pública. No entanto, tenho o título de “especialista” de “Psicóloga Clínica”. Até tenho um anúncio em DR a homologar a nota do exame realizado em Março de 2009.
No Decreto Lei que visa a conceptualização dos ditos “estágios da carreira” (ou o que quer que lhe queira chamar) está previsto um prolongamento de dois anos ao contrato a partir do mês seguinte ao DR em que viria o resultado da nota final. Isto seria “apenas” um pró-forma. Visto que o objectivo seria que durante esses dois anos, a situação do técnico superior se regularizasse, passando a técnico superior de saúde numa instituição pública de saúde. O meu prazo (curiosa, não é? A palavra prazo?) terminou a 31 de Julho de 2011. E continua terminado nessa data. O Centro Hospitalar onde me integro fez um pedido de contratação. Tinha agendamento aberto, consultas a meu cargo, funções a meu cargo (desde responsável pela biblioteca a psicóloga clínica que seria mais responsável pelas avaliações psicológicas forenses, ou a única psicóloga do departamento que fazia um determinado tipo de grupo com crianças em idade escolar, que por sinal trazia ganhos para crianças e famílias). O processo também foi todo mal gerido, essencialmente por mim: fui ingénua e achei que era uma questão de meses para o Sr. Ministro regularizar a minha situação. Porque fui tão crédula? Não por acreditar na sua boa vontade, pode crer! Nem por acreditar na minha real capacidade e qualidade. Sei que não é isso que é valorizado neste momento em saúde e deixemo-nos de pruridos em dizê-lo. Acreditei porque eu PRODUZO. Eu esfalfava-me a trabalhar, fora de horas, em casa, aos fins-de-semana! Via um sem número de consultas por mês, fazia exames forenses, fazia grupos, participava em investigações, protocolava avaliações em consulta. Chegava a enviar relatórios via e-mail às onze e meia da noite porque sabia que determinada criança e jovem iria ter consulta com o seu médico no dia seguinte e era importante estar o relatório no processo para o médico poder fazer os passos seguintes na orientação/ intervenção do caso. Porque não fazia os relatórios no hospital? Porque não conseguia! Porque produzia. Dava consultas de hora a hora, fossem avaliações, intervenções, psicoterapias. Não sei se o Senhor Ministro está a par do trabalho de um Psicólogo. O trabalho clínico quero eu dizer. As avaliações que envolvem provas que depois precisam de ser cotadas, analisadas, percebidas num todo que nos permita perceber o funcionamento mental. Não sou, pois, tão ingénua que pense que o Senhor Dr. ia privilegiar a qualidade. Porque disso as pessoas com quem trabalho, os utentes junto dos quais intervi, poderão falar. Eu falo de números Sr. Ministro. De rendimento. E só porque tratava os números como pessoas é que trabalhava fora de horas e fazia relatórios em casa. Apenas por isso.
Hoje é dia 10 de Fevereiro de 2012 e o Sr. Ministro continua com o meu processo no seu Gabinete. Eu só lhe quero dar a conhecer quem é a C.F.P por baixo desse número protocolado institucionalmente. E dizer-lhe o quão triste estou com o rumo da saúde por estes dias. Mas sabe o que me amargura mais? Sem modéstia? O que me deixa muito triste é o SNS ter perdido uma profissional que tendo em conta a qualidade do serviço prestado, esforçava-se por tratar os seus números como crianças e adolescentes que são. E sabe porque digo que o SNS perdeu? Porque mesmo que um dia volte, vou olhar para o lado e fazer o que os outros fazem e continuam com um posto de trabalho. Ou então vou produzir menos. Ainda não sei. Mas a profissional, com especialidade paga pelo Ministério que o Senhor Doutor actualmente comanda, de Julho de 2011 (ou mesmo a de Agosto, Setembro e Outubro de 2011 que produziu e trabalhou sem receber um tostão do Ministério da Saúde, à conta de ser ingénua e pensar que era uma coisa que se regularizava mais tarde ou mais cedo e não quis abandonar os utentes e as psicoterapias a meio, sem dar satisfações a ninguém!!) o Sr. Ministro, a crise, as circunstâncias, a conjuntura, o que seja, fizeram desaparecer.
Esta é, pois, uma carta de agradecimento Sr. Ministro! Obrigada por me ter feito aprender mais umas coisas que precisava.
Boa sorte para o seu trabalho,
C.F.P

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O lema é poupar #2

Amanhã é dia de pegar na Bimby e pô-la a render. 
Lista dos artigos sonegados à própria da lista de compras do próximo fim-de-semana (ou fim de semana, por causa do acordo!):
- pão ralado
- açúcar ralado
- maionese
- paté de azeitona.

Oh shit! #1

Véspera do Dia dos Namorados, há uns anos largos atrás.
Eu: Então amanhã sempre vou ter a tua casa, encomendamos pizza e vemos a Bridget Jones? ehehe... Ou então vamos a um restaurante e fazemos de conta que somos um casal de lésbicas, só para chocar!
X: ...
Eu: Sim, estás aí?
X: Estou.
Eu: E então?
X: Lembras-te da sms que te mandei sábado de madrugada a dizer que tinha uma novidade para te contar?
Eu: Ah sim, então?
X: Já tenho namorado com quem passar o dia.

Onde se reciclam pessoas?

Hoje andei nas limpezas e arrumações. Livros e papelada.
É incrível que, mesmo com tanta coisa informatizada em pens, drives externos, em pastas no pc, ainda tivesse tanto papel para aqui armazenado.
Há coisas boas nestas limpezas radicais. Encontram-se tesourinhos deprimentes (que vão fazer abrir uma nova gama de posts!), documentos importantes que já não eram vistos há anos e que em dado momento tanta falta fizeram, (re)descobrimo-nos (neste caso mais ao nível profissional porque foi dia de pôr papelada de trabalho em dia).
Também deu para criar um mini-espaço de leitura na sala: um corner com puff e rodeado de livros, tudo improvisado no chãozinho e com um candeeiro ao lado!
Isto quando não se trabalha em horário total, fazendo-se umas consultas privadas de quando em vez, tem de trazer alguns benefícios.
Ainda não pus tudo em ordem. A coisa tem de ser faseada. Havia pastas e envelopes grandes que resolvi nem mexer.
E os papéis de Mr. Mesmico continuam ali à mercê da desarrumação muito própria dos homens. Resolvi não mexer. Mas está-me a dar cabo dos nervos, devo confessar. 
Agora só falta haver pastas de reciclagem, sacos do lixo e contentores que recebam monos em forma de gente! Ui que era um ver se te avias :)

... a saber: 
#2 sou cão que ladra, e muito, mas não mordo.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Post nostalgia #2

Há dois anos andava, a esta hora, por aqui.


First we take manhattan...

On the sunny side of the street #2

Decisões para 2012 #3

Deixar de ver telejornais.

Epifanias #1

Tenho para mim que aquela do "piegas" do Pedro PC era uma boca para o Aníbal CS.

Uma lady na mesa. Uma louca... no carro #1



Tenho mau feitio. No geral. Mas sou educada e polida. No geral.
No carro no entanto tenho péssimo feito. E não sou educada e polida.
Entro no carro e a minha educação e bom trato ficam cá fora e sou de imediato possuída por um Fangio acelera, um Manuel Pinho no uso intensivo da linguagem não verbal, uma Luceee com "sotáque".
E não blasfemo apenas contra velhos domingueiros. Nãaaaaaaa, é tudo corrido a impropérios: escolas de condução, "tias" empatas em bólides xpto, taxistas, autocarros, homens do lixo, velhinhos caquéticos, putos imberbes, basofes de carros quitados que não deixam passar ninguém, senhores com ar de bancários ou pessoal com cara de superdragão.
Uma vez apitei no trânsito a um superior hierárquico. Ia refilar mas contive-me a tempo. A pessoa não estava atenta (ao tlm, daí estar a empatar literalmente, mesmo no meio de duas faixas de rodagem) e não me viu. Segui, de mansinho e a assobiar para o lado.
Mr. Mesmico é que tem razão. Devia fazer um daqueles cursos de controlo da raiva na estrada. 

Saiam uns banquinhos aqui para a menina :)

É que já sei o que vou fazer às minhas "Volta ao Mundo" que andam aqui pelos cantos da casa aos caídos...

Olha, é a minha cara! #6

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A voz às crianças #1

"Tia L., a M. gosta de tudo... de tudo o que a tia gosta... e da tia."
 Dá-me um beijinho e uma festinha na cara.
Continua: 
 "Agora dá chá que a M. gosta... e queijo... e esse bolo.""




M., sexo feminino, 2 anos e 1 mês.
Cognome: M,  a Sedutora.

Short Message Service #23

Nem tudo o que parece é.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PlayList #11

I am a drama queen #1



O frio invade com insistência a lavandaria. Eu, dona de animais responsável e cuidadosa, tiro a Maria Nhé (um pássaro que temos cá em casa... um dia conto a história da passarada cá em casa) de lá e coloco-o na cozinha. Ponho também o wc tapado de Maria Mia na cozinha. Fecho a porta da lavandaria para que o frio que entra pelas frinchas abertas das janelas não invadam o resto da casa. Tapo a gaiola de Maria Nhé com um farrapo que tenho por aqui para ela ficar ainda mais aconchegada.
Maria Mia qual gato que é, com a predadorice e com a curiosidade que é particular aos felinos, anda de volta da gaiola até que a faz cair.
Aqui a drama queen, depois de ver no chão da cozinha a gaiola e tudo cheio de água do bebedouro e alpiste numa pasta nojenta (em CAPS para perceberem que foi mesmo aos gritos):
- O QUE É ISTO MARIA MIA??? QUE ANDASTE A FAZER??? DIABO DE GATA QUE SÓ MEXE NO QUE ESTÁ QUIETO! TU QUERES VER???? SAI-ME DA FRENTE QUE NEM TE POSSO VER. DESAPARECE!!! (mais uns impropérios pelo meio, às onze e tal da noite)


(Haviam de ter visto a cara de Mr. Mesmico, atónito, calado como um rato porque sabia que podia sobrar para ele, e a tentar ver onde andava a gata que mais assustada do que nós com a queda da gaiola, já se escondera num qualquer canto da casa)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um domingo à noite com jogo do benfica na tv

O meu homem é uma jóia de moço. Mesmo. Não é por ser o meu homem. É. 
E não sou eu quem o faz melhor, diga-se! Se há alguém que faz melhor o outro é ele a mim. Sou uma destrambelhada, teimosa, urbano-depressiva, mau feitio, gritadeira, desbocada a ver jogos de futebol, entre outros defeitos que agora não lembro e porque não quero dizer porque também sou assim um bocado para o narcísica.
E por falar em jogos de futebol, está a dar o Benfica. Blhec! É o clube do Mr. Mesmico. Grande e grave defeito, eu sei. Mas seja esse o que confirma a regra de ele ser boa pessoa. E depois não se pode ter tudo. E depois sempre dá pimenta à relação (é um ver se te avias de emoção aquando de um Futebol Clube do Porto x Benfica).
Mas adiante.
Primeiro facto: não sabia que ia dar o jogo na televisão (eu fui vendo o joguito do meu clube nuns links fatelas que paravam a todo o instante). 
Segundo facto: nunca faço jantar ao domingo. É tipo o meu dia de doméstica emancipada em que mando a cozinha às urtigas e se Mr. Mesmico quiser comer, que se amanhe. E costuma amanhar-se com umas coisas com uns ovos, pão e outras minudências que vai apanhando pelo frigorífico e despensa (que às vezes nem eu sei que tenho). Ou então abre uma lata de conservas e pimba.
Terceiro facto: andei ontem a arrumar o frigorífico e congelador. Encontrei umas coxas de frango para lá escondidas. Pensei "vou fazê-las fritas como o rapaz tanto gosta".
Quarto facto: não me lembro de fazer fritos cá em casa.
Quinto facto: fiz agora para o jantar. Coxas de frango fritas com... batata frita. Foi o festival do frito. Tudo em azeite que cá em casa não se usa óleo! Perdida por dez, perdida por mil. Até tive de comer duas peças de fruta a seguir para ver se ficava um bocado mais saudável.


Agora tenho a dizer-vos, faria uma das comidas preferidas do Mr. Mesmico, empestando a casa de cheiros (assim como assim já acendi uma data de velas cá em casa, daquelas de cheiro a ver se atenua a coisa) e dando cabo do meu novo eu de alimentação saudável em que os fritos estão quase totalmente extintos, se soubesse que ele ia saboreá-la a ver um jogo do Benfica e que este até ganha?
Não, obviamente.
(Eu comecei por dizer que a jóia de moço era o Mr. Mesmico. Eu  tenho mau feitio. Não estavam atentos?!)



Pirosices #1

Ir passear/ sair/ laurear a pevide ao Domingo.

Damn it #7

Acho que vou desistir de (mais um) blog.
É desencantador ler blogues de outros, de há meses e de agora, e ver lá ideias/ conceitos/ piadas/ rubricas numeradas (blablabla #Y) que de tão parecidos até parece que os copiei! Chiça! Se tivesse continuado a blogar como há 7 ou 8 anos atrás, agora não me preocupava com isso. Assim sendo, pareço uma copiona. E isso é coisa que não sou nem nunca fui.
DAMN IT!!!!!!!!!!!

Mesmicozices parvas mas que aqui a Je adora #1

[Preâmbulo de explicação à rubrica de posts com este nome:
Mr. Mesmico, como qualquer ser que se preze com o genótipo XY dá-lhe por vezes para a parvalheira.
A sorte dele é que eu gosto de algumas das parvalheiras (ok, quase todas porque são parvalheiras engraçadas e eu sou uma mulher apaixonada, pronto!).]


Língua oficial de Mr. Mesmico sempre que quer uma coisa e está devidamente refastelado no sofá, cadeirão, a jogar PlayStation, deitado na cama:
- Mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.
E eu que adivinhe o que ele quer, sendo certo que quer sempre alguma coisa. Quando é um objecto em particular, para além da comunicação verbal (ou pseudo), acompanha com um expressivo olhar para o dito e isso significa que quer que lho chegue! 
Mas gosto particularmente quando eu estou no computador, ele já fez mil e um zappings e nada o entusiasma, já se cansou das "netices" dele e quer-me pedir tacitamente autorização para ligar a PS3. É de homem! Respeitinho é bom e a Mesmica agradece! 
Além de agradecer o respeitinho, a Mesmica acede a tudo o que venha com aquele "mmmmmmmmmmm", porque , lá está! (daí o título da coisa) aqui a Je adora <3

O que me faz sentir perigosamente a caminhar para idosa #1

Quando tenho de fazer contas ao ano que nasci e ao ano em que estou para saber a minha idade ao certo.
Caramba! Maldita a hora que resolvi "investigar" o android market do Galaxy. Estou viciada em downloads de apps e widgets (os free, claro!). 
Instalo, experimento e se não interessar desinstalo. 
A esta hora jogo furiosamente no tlm,  à espera de bater o meu próprio recorde.
Isto anda bonito, anda.

Post ainda mais parvo e desinteressante do que o habitual

Há semanas experimentei Pedras Limão.
Nunca gostei de água com gás.
Não sou amante de limão nas bebidas.
Não sei porque experimentei.
Adoro!

Moral do post (ok, é desinteressante, mas tem uma moral que não sou cá gaja para não pensar acerca das coisas, mesmo que as coisas sejam... parvas!): duas coisas que não se gosta separadamente, podem juntar-se e ficarem um must! É andar mais atenta às combinações de coisas que não gosto. Nunca se sabe!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ai que o sítio onde estou agora merece mais logo um post de publicidade! Estou a gostar de tudo :)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Trabalhos manuais

Quem se lembra da existência de uma disciplina com este nome ponha o dedo no ar!
Pois bem, sou desse tempo. 
Era uma nulidade, um zero à esquerda, um cromo das manualidades. Ao ponto de me pedirem para fazer num pedaço de madeira uma forma de maçã e aqui a habilidosa ter deixado o seu espírito livre fluir e sair daquilo uma pêra mal amanhada, talvez traçada de pepino. Ou seja, a promiscuidade vegetal.
O que penava naquelas aulas. Acho que por vezes até me doía a barriga. E pintar um azulejo? Acho que a minha mãe ficou verdadeiramente feliz quando há uns poucos anos a Matilde (a gata lá de casa dos papis) num acesso de brincadeira agitada, mandou um azulejo que pintei numa dessas aulas ao chão (ele que já estava guardado numa zona escondida da lavandaria, a servir de base para qualquer coisa) e o escaquilhou (não sei se existe a palavra, mas simpatizo com a dita!).
Foi assim adolescência afora. E querem saber o quanto eu sofri? Pois sofri. Bastante. Eu que trazia dentro de mim o sonho escondido de ser arquitecta. Ou trabalhar em algum ramo artístico. E depois olhava para estas mãozinhas que Deus me deu e pensava: "não vais a lado nenhum Mesmica! Com esses nicos torpes não vais a lado nenhum."
Olhando para trás acho que o meu problema era mesmo de motricidade fina. Tirando a escrita estas mãozinhas não faziam mais nada de jeito!!
Até que há uns anos aprendi o ponto de cruz e o fazia muito bem. Ok, fiz uma coisa, complicadita diga-se, que demorou anos (mais por falta de rotina de trabalho), mas fi-la e ficou perfeitinha e está orgulhosamente exposto no meu antigo quarto em casa dos papis. Esta emoldurou-se e pendurou-se num sítio de exposição e não foi confinada à lavandaria!
E agora (agora, agora não, que já o faço há muito) cozinho. E não posso dizer que cozinho mal (os doces ainda são complicados, mas lá chegarei!). Também me safo bem a cozer botões e pregadeiras, por exemplo. E tenho aprendido a fazer embrulhos lindamente!
Estas mãozinhas sempre servem para algo de útil na minha vida. E sinto-me vingada pelas pautas cheias de 5's e os mete-nojos dos professores de trabalhos manuais e educação física a darem 3's "por favor, para não manchar a pauta com negativas". 
Como tal, EMBRULHEM!!!





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Olha, é a minha cara! #5

Massimo Dutti

As "cabras" dão-nos experiência

Há pessoas que logo à primeira impressão não nos caem propriamente em graça. Nem percebemos porquê e se analisarmos melhor até não encontramos, de facto, qualquer razão válida para essa... digamos, "má impressão".
Nestas circunstâncias temos dois caminhos a escolher: ficamos por ali, pela má impressão e viramos costas; ou então tentamos conhecer melhor a peça ora porque queremos a confirmação mórbida da nossa intuição inicial, ora porque não nos queremos ligar a essas mariquices das intuições e sextos sentidos ou o caraças mais velho.
Com a idade, para além da gravidade das peles e das mamas, das rugas, das brancas, também costuma vir alguma sabedoria. Não a todos, porque às vezes cola-se-lhes logo uma demência e pimba! 
A sabedoria mais não é do que o balanço das experiências prévias, transformadas numa soma em balança de prós e contras,sendo que o prato que está mais baixo indica-nos o que (não) devemos fazer. Claro que existe um manancial de variáveis parasitas nesta equação (tipo uma experiência pode ser mais ou menos dolorosa dependendo do afecto envolvido, do tempo ao qual estivemos expostos a ela, etc), mas como me estou a lixar para a estatística, simplifiquemos a coisa nessa balança.
Adiante: olhando para trás, duas das pessoas que considerei, em tempos, "melhores amigas" entraram na minha vida causando-me má impressão. Por motivos diferentes e porque são totalmente distintas uma da outra. Agora, não são melhores amigas e, basicamente, fizeram-me a vida negra há uns anos (também por motivos diferentes, lá está!). 
O que posso analisar dessa experiência? Numa análise simplista: "devia ter confiado na minha primeira impressão, as tipas não prestavam e eu sempre soube, lá no íntimo, que um dia iam-me tramar". Na altura da desilusão é mesmo isso que pensámos. O que é errado. Faz-nos sentir umas grandessíssimas de umas bestas quadradas! "Se eu sabia desde o início, tive culpa porque me expus a isto!". 
Melhor pensar que as tipas são mesmo umas Mata-Hari do mal, que percebem a nossa desconfiança inicial e tentam alterar a nossa forma de pensar, num jogo de sedução da amizade, tudo caso pensado claro!, manipulando a situação e fingindo-se o que não são para, em altura apropriada, tudo previamente elaborado e planeado, obviamente!, darem a estocada final ao serviço da sua maldade. As cabras!
Actualmente já não vou nessas conversas. Porque cada vez me apetece menos conhecer "a fundo" pessoas (muito complicadas). Porque se não gosto, descarto porque não tenho paciência. Porque se não gosto e insistem, aprendi a fazer a minha cara mais cínica e irónica do mundo, com uma filhadaputice marcada, e acabam por me deixar em paz.
A minha sorte é que tenho conhecido mais pessoas com quem vou com a cara à primeira, nos últimos tempos.
A minha sorte também é que as pessoas que conheci que não me causaram de imediato empatia mas que fui investindo nessa amizade, apareceram-me há muitos anos e desse grupo, duas são das minhas melhores amigas ainda hoje. Anulam as outras duas, logo: vida, estamos quites!
Serve este grande relambório para dizer que o que conta é experimentar. De tudo. Para depois sermos sábios. Esta é a moral desta história. Experimentem para a frente, iludam-se e desiludam-se. Vivam para aí. Para quando chegarem à minha idade já poderem definir o que querem e não querem pelo menos em algumas parcelas da vossa vida!

Short Message Service #22

Voltei a acreditar no futebol romântico, de amor à camisola, de lugares de sonho.
Ainda é mais bonito voltar a acreditar através de um portista que só por mero acaso do destino nasceu em Buenos Aires :)
Bem vindo El Comandante!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A vida

O dinheiro é importante. Certo. Paga contas, providencia-nos o acesso a serviços de saúde, de comunicações entre outros. Permite-nos comer, agasalhar, dormir sossegados. Quando o que recebemos suprime estas coisas, permite-nos ainda viajar, comprar livros, comprar aqueles louboutins lindos de morrer ou a mala carolina herrera que vimos numa qualquer montra.


A saúde mental é importante. Certo. Permite-nos tranquilidade, paz, serenidade, dormir descansados, cuidar-nos, não nos esquecermos de pagar contas, poupar, empreender, pensar. Sonhar.


O ideal é ter os dois. Até há pouco tinha o dinheiro. Agora tenho a saúde mental.


Quando não se pode ter os dois, prefiro não comprar livros, os louboutins, a mala carolina herrera ou ir a Buenos Aires.

Post nostalgia #1

Fragmentos XX


Às vezes sinto que a minha vida é assim: LABIRÍNTICA!
Entro por um caminho, ando a dar voltas e quero chegar ao fim. Mas vou-me deparando sempre com obstáculos aqui e ali. Muitas vezes são mais imaginários do que reais... São mais moínhos do que gigantes, mas eu teimo em ver os gigantes!
E depois sinto que vale a pena dar essas voltas, porque no fim do caminho até posso ter um prémio, como por exemplo.... um BEM-ME-QUER!




18 de Maio de 2005

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Hoje estava bem era #1

Junto à praia, bem agasalhadinha. Numa espreguiçadeira com uma manta e um cappucino quente.
A LER!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

25 de Janeiro #2



António Carlos Brasileiro de Almeida Jobim
 (Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 1927 - Nova Iorque, 8 de Dezembro de 1994)

25 de Janeiro #1






Boredom is the legitimate kingdom of the philanthropic.

Virginia Woolf  (Londres, 25 de Janeiro de 1882- Lewes, 28 de Março de 1941) 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Porque hoje é dia 20 :) #3

Uma viagem de comboio. Uma espera no cais. Um hotel. Reviver o passado de um amor do presente e do futuro :)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ai que adoro taaaaanto




Quando vier a ter a minha casa nova, com uma parede de um escritório só para mim, vou escolher como papel de parede para uma parte dela um com este padrão do fundo do meu blog.
Não estou aberta a opiniões nem discussões.
Está decidido.
Pronto, era só isto!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cheira-me que a escrita inteligente do meu tlm tem um QI modesto #2

Mais uma pérola:
"de" transformado ora em "dez" ora em "dê". 
Ou seja, nem se decide. Ou melhor decide-se: que não existe o "de" no léxico comum português! Raisparta!
... a saber:
#1 a parte da minha paciência infinita!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Conto pelos dedos, mas estão lá, a melhorar-me...

Quando uma pessoa nos oferece um livro, com uma carta ao lado a partilhar isto: «Porque como o Héctor Abad vai dizendo (...) o que faz de nós melhores pessoas, não é uns nascerem bons e outros maus, mas conseguirmos com a ajuda de alguns, "dirigir a nossa inata mesquinhez por rumos que não sejam daninhos ou mesmo mudar-lhe o sentido"», só tenho a certeza que essa pessoa é uma das que me ajuda a seguir rumos não daninhos e a mudar-me o sentido da minha inata mesquinhez. ♥
Tenho mais algumas pessoas como esta junto a mim.
Mas a que melhor me ajuda nos caminhos a seguir, me desvia da mesquinhez e me torna cada dia melhor pessoa é Mr. Mesmico. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

O lema é poupar #1

Como por estes dias o lema de quase todos é poupar, cá vou começar a pensar por onde posso poupar. Agora. Mas também para criar hábitos de poupança para alturas em que as vacas venham a engordar outra vez.
Assim sendo, a primeira coisa onde vou começar a poupar é:
Exactamente: no café! Beber menos por dia (talvez o da manhã) e de preferência em casa! 
Só aumento quando for para tomar o dito nos encontros sociais "vamos_tomar_um_cafezito_a_algum_lado?", porque ainda assim deve ser o que de mais barato se encontra!

Decisões para 2012 #2

Vou ligar muito menos ao que os outros dizem e o que opinam acerca de mim e da minha vida.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Actualização à noite insólita

O nº estranho que ligou para toda a gente à mesma hora da madrugada em que o meu rapaz estava no aeroporto incontactável era mesmo da empresa de segurança. Para avisar que a bateria estava a ficar fraca e agendar uma visita técnica para resolver a coisa.
Há noites em que não acontecem nada e há outras que acontece tudo ao mesmo tempo.
Ainda assim, mistério resolvido.

Noite insólita.

Senão vejamos:
- Mr Mesmico tinha avião às sete menos tal da manhã, saído da Portela;
- como boa companheira que sou, ponho o despertador para as seis e meia para poder ligar-lhe e dar-lhe um beijinho antes de o avião partir;
- como sempre também nestas coisas, acordo um pouco antes e mando uma sms ao rapaz;
- espero e não obtenho resposta;
- seguem-se 3 mensagens e nada de resposta;
- começo a pensar "queres ver que se esqueceu do telemóvel?";
- mais uns dez minutos e resolvo ligar-lhe e nada;
- entretanto recebo um telefonema de um número com indicativo 21, mas que termina em muitos zeros e penso "bolas, publicidade a esta hora,devem estar a gozar comigo,de certeza!!";
- quando vou para entender para dar uma rabecada ou porque não excluí a hipótese de ser Mr. Mesmico de um telefone público do aeroporto a confirmar-me o que eu achava, que se tinha esquecido do telemóvel, pimba! desligaram;
- telefono a mãe de Mr. Mesmico a saber o que se passa;
- confirma-me que o deixou bem no aeroporto há cerca de uma hora e que ele estava com o tlm porque um dos colegas de trabalho ligou-lhe durante a viagem até à Portela a perguntar se ele esperava ficar em terra (percebi que se atrasou um bom bocado no acordar);
- desligo o telefone e vejo que tenho uma mensagem e penso "boa, respondeu-me", mas não... era da minha mãe (!!!!!!) a perguntar se estava tudo bem comigo e que mal pudesse lhe mandasse uma sms a dizer como estava;
- fiquei atónita. Aí comecei a pensar que alguma coisa não estava a bater certo. Mando uma mensagem a minha mãe, a tranquilizá-la e a perguntar porque se lembrou de tal às seis e tal da manhã;
- Mr.Mesmico continuava sem dizer rien de rien;
- resposta da mãe "porque ligaram cá para casa e para o telemóvel, um nº de Lisboa com 0's no fim... ";
- nesta altura já eu estava aterrada com a sucessão de acontecimentos, a pensar que Mr. Mesmico tinha sido detido no aeroporto porque alguém lhe tinha posto droga na mala (aquelas coisas que acontecem nos filmes e que em momentos de stress nós colamos à nossa realidade), ou que lhe faltava um documento de identificação (distraído como é, esqueceu-se do cartão do cidadão e o passaporte está cá em casa), ou que a mala estava extraviada e talvez ainda tivesse os meus dados algures num dos penduricalhos (explicava o telefonema que fizeram a mamãe);
- e eis que volto a olhar e tinha uma nova mensagem, da caixa de correio voz e pensei "boa, pelos vistos o nº estranho deixou mensagem voz, deixa lá ouvir";
- mas não, era uma chamada perdida do número do telemóvel do rapaz!!, que no meio de tanta mensagem e telefonema, se tinha perdido algures;
- ainda estava reticente que estaria tudo tranquilo e ele estaria bem sentado no seu lugar no avião, quando devolvo a chamada;
- Mr. Mesmico fala tranquilamente, diz que já está no seu lugar, trocamos lamechices e um até já;
- volto a deitar-me e à espera que Maria Mia se controle e perceba que ainda vou dormir mais um pouco quando apago a luz;-
- continuo sem perceber o telefonema para o meu telemóvel, da minha mãe e da casa dos meus pais!;
- A teoria da minha mãe é que era da empresa de segurança (que tem estes números todos), e que a casa tinha sido assaltada. Expliquei-lhe que não era possível, porque eu estava dentro da própria e assegurava-lhe que não tinha entrado ninguém. Não se capacitava. Tive de explicar-lhe que, estando em casa, não tenho por hábito ligar o alarme (e por acaso até podia, com o sensor da porta da entrada a disparar se alguém tenta entrar). Acalmou-se. Mas eu continuo sem saber quem ligou para um tlm e para casa de alguém às seis e meia da manhã, de um número que obviamente googlei e não pertence a "ninguém".

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Maria Mia põe-me velha!

Acabei de engrossar o meu número de brancas graças à minha gata. Agora há pouco andei desenfreadamente atrás da dita. Abri armários, gavetas, espreitei dentro da banheira, fui ao wc privativo da menina, espreitei na lareira (desde que se me subiu pela chaminé uma vez, que nunca excluo esse local), debaixo da cama, fui ao hall do prédio (não se me tivesses escapado quando fui espreitar o correio). Desesperei a chamar por ela, a fazer barulhos com os seus brinquedos, a mexer na comida, a usar todo o tipo de chamariz!!! E nada de Maria Mia. Comecei  a ficar muito, mas mesmo muito inquieta, confesso! Resolvi ir até ao terraço, não se tivesse ela escapulido pela mini frincha da janela do meu quarto. Nada de Maria Mia. Até que resolvi sentar-me no sofá a pensar o que tinha feito e onde a tinha visto a última vez. Peguei no telemóvel para ligar a Mr. Mesmico e eis que ouço uns barulhos secos vindos da árvore de Natal. Olho para lá e aparece no meio dos enfeites a cara de Maria Mia. Lá sai ela com jeitinho de dentro da árvore, passando pelo telhado do presépio em direcção à mesa da sala, onde me tinha sentado a respirar fundo e a mexer no tlm para encetar o telefonema.
Só vos digo, 5 anos da minha vida que voaram agora há pouco.No mínimo!!

Mesmica & Bimby #1

Recebi no Natal uma Bimby. Oferta da mãe do Mr. Mesmico, a senhora minha sogra. Não me parece que tenha sido uma mensagem subliminar, porque até acho que ela sabe que eu alimento bem o filho, mas às tantas quer que eu o faça mais rápido, para ter mais tempo para passar a ferro eheheheheh. Eu peguei na coisa e mesmo sem demonstração comecei a explorar os recursos do bicho.
Eis o balanço da primeira semana:
- arroz doce
- puré de batata
- caril de frango
- moqueca de camarão
- recheio de perú
- pasta de azeitona
- paté de requeijão com hortelã
- tarte de maçã
- tarte de limão merengada (2)
- puré de batata com espinafres
- brigadeiros


Estou perdida se não a arrumo uns tempos... Ainda por cima agora ando com vontade de fazer pães. De alho. De noz. De azeitona.

Short Message Service #21

E este humor negro da SIC, hein? A passar no dia 1 de Janeiro de 2012 o filme "2012", cujo tema é o fim do mundo no próprio deste ano? 
Gandas malucos!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Diz que à meia-noite muda o ano.

Então se é inevitável, desejo a todos muita saúde e sabedoria no ano que aí vem, porque dinheiro já sabemos que não irá abundar. Tenhamos, pois, a capacidade para sabermos construir a nossa vida com o que temos, acreditando sempre em nós e em quem nos é próximo! E já agora, que daqui a um ano estejamos todos a dizer adeus a 2012. Aliás, parece-me que passa a ano "mais pessimista" de sempre. Ninguém quer que ele chegue: ou porque acham que o mundo vai acabar, ou porque acham que a crise não vai acabar!

É oficial...

... chegamos ao 365º dia de 2011. O próximo, em princípio e se o mundo não se "finar",  vai ser mesmo diferente: tem mais um dia e terá menos feriados. Ou seja, já íamos trabalhar mais este ano e íamos, portanto é aproveitar o embalo.
Mas adiante, não acho piada alguma à passagem de ano. Nunca achei. Faz-me pensar que tudo é efémero. O ano passado gritavam-se loas a 2011 e agora já o descartamos sem apelo nem agravo e toca a dirigir loas ao 2012. Faz parecer que é tudo descartável, que o que é verdade hoje não é amanhã, que o que é velho é para substituir. Já sei, há os defensores acérrimos que é a festa da renovação da esperança. Essa então é que não me entra!! Então e quem está a viver um ano excelente porque haveria de saudar o novo para renovação de esperanças?! Isso é conversa para boi dormir e para os urbano-depressivos que se enchem de prozacs o ano todo e depois soltam a franga na passagem de ano porque "o próximo é que é a valer". Não caio nessa. E até tinha motivos por ansiar um novo ano, mais "limpo" de nuvens negras e coisas aborrecidas tais como ser punida por ter mérito e ser boa profissional, mas não embarco nessa!
Agora vou ali comprar lingerie nova e separar as passas e já volto! :) (sobre este assunto falarei numa próxima, porque também tem pano para mangas de tão parvo que é, mas agora é pró tardito e eu queria era ir dormir).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Esclarecimento

Tudo isto por causa da Bimby.
I am a bimbolic and i am not ashamed!

Short Message Service #20

Fazer um arroz doce ao mesmo tempo que se faz a cama, arrumam-se tupperwares com coisas de Natal, mandam-se e-mails, vai-se ao google maps ver onde vamos ter com X para o lanche de hoje à tarde e põe-se uma máquina a lavar, digam lá se não é o sonho de qualquer mulher, hein?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ei sócio, não me distraia que eu estou concentradíssima....

Penso que toda a gente seja assim um pouco. Quer dizer, toda a gente que não seja obsessiva, ou anancástica... ou simplesmente responsável e consciente.
Pois, eu como não sou nenhuma dessas coisas, acho sempre fantástica qualquer outra coisa que não seja o que obrigatoriamente tenho de fazer naquele momento. Deve ser pela questão da obrigatoriedade. Ou então porque sou "obrigada" a fazer muitas coisas que não gosto!
Na altura dos exames da faculdade, até os programas da manhã para as avós deste país, me pareciam um mundo de encantos e descoberta!! E não é que o raio do Roland Garros era sempre na altura das frequências/ exames de Junho?! Damn it!
Os anos passam e continuo a mesma de sempre. E agora até há mais coisas interessantes. Nem é preciso ligar a tv. Abre-se o laptop e tudo é muito mais interessante... Nem que seja escrever posts totalmente inúteis num blog só para perder mais um bocado de tempo sem fazer nenhum :)
Portanto, sócio, não me distraia que eu estou para aqui concentradíssima a fazer nenhum!

domingo, 25 de dezembro de 2011

When the wishes come true

Estava nesta wishlist. Logo a primeirinha do post. 
Agora está cá em casa e amanhã vai dar o seu primeiro passeio à rua a ver as vistas.